
Tenistas têm reclamado do cheiro forte de maconha no complexo de Flushing Meadows
Mike Frey/Reuters
Virou algo incontrolável! Mesmo com a proibição do fumo no complexo de Flushing Meadows, no bairro nova-yorkino do Queens, onde são disputadas as partidas do US Open de tênis, desde 2011, até os jogadores reclamam do cheiro de maconha. Nada fora do normal. Afinal, a Big Apple virou a capital da cannabis nos Estados Unidos. No país, 18 dos 50 estados já legalizaram o uso recreativo da erva. Em 2021, Nova York, literalmente, entrou na onda.
Aos números, pois. De acordo com um estudo do órgão municipal para fiscalização da venda do produto (Office of Cannabis Manegement), as lojas credenciadas faturaram cerca de US$ 870 milhões até maio de 2025. A expectativa é que o valor atinja a casa de US$ 1,5 bilhão no fim do ano.
"Hoje, vê-se mais gente fumando maconha do que tabaco", afirma o correspondente da Band nos Estados Unidos, Eduardo Barão. E tem mais: desde junho de 2022, fuma-se mais a substância do que se consome álcool nos EUA.
O negócio aumentou no pós-pandemia. "A marofa tornou-se algo I-N-S-U-P-O-R-T-Á-V-E-L", enfatiza o jornalista.
Obviamente, as praças esportivas estão inseridas no contexto. "Para mim, é a pior coisa sobre Nova York", disse, na semana passada, o tenista norueguês Casper Ruud após uma partida de duplas mistas com a polonesa Iga Swiatek. "Não dá para respirar a marofa de maconha e haxixe após uma partida desgastante."
Ele pede ainda que a lei mude, em nome do esporte. "Quero, mas duvido", completou.
