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Opinião: VAR de Flamengo x Palmeiras deveria ser padrão no Brasileiro

Raridade no Brasileiro, o VAR de Flamengo x Palmeiras deixou árbitro decidir sem reinterpretar lances duvidosos

ROGERIO JOVANELI

20/10/2025 • 07:22 • Atualizado em 20/10/2025 • 07:22

Árbitro Wilton Pereira Sampaio, durante Flamengo x Palmeiras neste domingo (19), no Maracanã, pelo Brasileirão

Árbitro Wilton Pereira Sampaio, durante Flamengo x Palmeiras neste domingo (19), no Maracanã, pelo Brasileirão

Foto: Cesar Greco/Palmeiras/by Canon

Resumo

Jogo decisivo: Flamengo venceu o Palmeiras por 3 a 2 em uma partida marcada pela não interferência do VAR em lances interpretativos, o que deveria ser um padrão no Campeonato Brasileiro.

Arbitragem: O árbitro Wilton Pereira Sampaio e o responsável pelo VAR, Caio Max Augusto Vieira, optaram por não intervir em dois lances polêmicos envolvendo pênaltis, mantendo suas decisões originais sem revisão.

Impacto do VAR: O jogo destacou uma abordagem menos intervencionista do VAR, que não reinterpreta jogadas ambíguas, contribuindo para a fluidez do futebol, mas essa prática ainda é exceção no campeonato.

O decisivo Flamengo 3 x 2 Palmeiras deste domingo (19) foi um raro caso de não interferência do VAR em lances interpretativos. Deveria ser o padrão em todos os jogos do Campeonato Brasileiro.

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Houve pênalti de Jorginho em Gustavo Gómez no início do jogo? O árbitro Wilton Pereira Sampaio (GO) entendeu que o contato das mãos do volante flamenguista nas costas do zagueiro palmeirense não caracterizou falta.

E quanto ao choque entre Pedro e Bruno Fuchs, antes de o defensor pisar no atacante e cometer pênalti dentro da área? Houve irregularidade na jogada que terminou no penal e que resultou no segundo gol do Flamengo? Novamente, o juiz interpretou que não.

O responsável pelo VAR, Caio Max Augusto Vieira (GO), poderia ter chamado Wilton Pereira Sampaio para rever as decisões. Poderia. Mas por que o faria, se não houve erro claro, inequívoco, sem margem para dúvida? Talvez tenha sido só um incomum consenso da equipe de arbitragem, dentro e fora de campo, na avaliação das jogadas.

O grave equívoco, mesmo, é que esse tipo de arbitragem, corretamente não intervencionista, seja exceção em todo o campeonato.

Não se trata de dizer que todas as marcações do árbitro Wilton Pereira Sampaio foram acertadas. Dá para discutir? Dá, e é justamente por isso que o auxílio tecnológico não cabe. Afinal, não é papel do VAR reinterpretar jogadas passíveis de diferentes interpretações.

Quando o VAR só intervém no que é indiscutível e não se mete a reinterpretar lances, o futebol ganha. Mas esse novo padrão precisa existir em todos os jogos. Infelizmente, não vai acontecer.

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