Esporte na Band

Bloqueio das contas da Fictor afeta patrocínio ao Palmeiras? Entenda

Empresa teve bloqueio cautelar determinado pela Justiça, mas clube diz que contrato segue em dia

Da redação
DA REDAÇÃO

30/01/2026 • 17:14 • Atualizado em 30/01/2026 • 17:21

Leila Pereira, presidente do Palmeiras

Leila Pereira, presidente do Palmeiras

Redes Sociais / Leila Pereira

O Palmeiras acompanha com atenção a situação da Fictor, patrocinadora do clube desde o ano passado e que teve suas contas bloqueadas cautelarmente por decisão do Tribunal de Justiça de São Paulo (TJ-SP), nesta sexta-feira (30). A medida ocorre em meio a atrasos da empresa em pagamentos a investidores.

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Apesar do cenário, o Palmeiras informou que as parcelas do contrato de patrocínio estão em dia, até o momento, e que não há impacto imediato no acordo firmado entre as partes.

Como funciona o contrato com o Palmeiras

A Fictor paga R$ 25 milhões por ano ao Palmeiras para estampar sua marca nas costas do uniforme das equipes principais masculina e feminina, além de ocupar a propriedade máster e as costas das camisas das categorias de base. O valor pode chegar a R$ 30 milhões anuais, dependendo do cumprimento de metas previstas em contrato.

O acordo tem duração de três anos e inclui também os naming rights de um torneio sub-17 organizado pelo clube, que passou a se chamar Copa Fictor e foi conquistado pelo Palmeiras na última quinta-feira.

Histórico recente da Fictor

Em 17 de novembro do ano passado, a Fictor anunciou uma tentativa de compra do Banco Master por cerca de R$ 3 bilhões, às vésperas da liquidação da instituição pelo Banco Central e da prisão de Daniel Vorcaro, então presidente do banco.

A holding informou que a negociação envolveria um consórcio de investidores dos Emirados Árabes Unidos, que, segundo a própria empresa, administrariam mais de US$ 100 bilhões em ativos. No entanto, o anúncio não detalhou quem seriam esses investidores. O Banco Master foi liquidado pelo Banco Central no dia seguinte à divulgação do acordo.

Fundada em 2007, a Fictor atua nos setores financeiro, infraestrutura, energia e negociação de alimentos. A empresa teve como sócios principais Rafael Góis, Rafael Paixão e Phillippe Rubini — atualmente, apenas Góis permanece no quadro societário. Em 2024, o grupo declarou faturamento de R$ 3,5 bilhões.

Cenário dos patrocínios no clube

Além da Fictor, o time masculino profissional do Palmeiras conta com outros cinco patrocinadores e registra mais de R$ 150 milhões por ano em valores fixos de patrocínio.

Internamente, a diretoria monitora a situação, mas, até o momento, não vê risco imediato para os contratos vigentes.

Com Agência Estado

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