
Leila Pereira, presidente do Palmeiras
Redes Sociais / Leila Pereira
O Palmeiras acompanha com atenção a situação da Fictor, patrocinadora do clube desde o ano passado e que teve suas contas bloqueadas cautelarmente por decisão do Tribunal de Justiça de São Paulo (TJ-SP), nesta sexta-feira (30). A medida ocorre em meio a atrasos da empresa em pagamentos a investidores.
Apesar do cenário, o Palmeiras informou que as parcelas do contrato de patrocínio estão em dia, até o momento, e que não há impacto imediato no acordo firmado entre as partes.
Como funciona o contrato com o Palmeiras
A Fictor paga R$ 25 milhões por ano ao Palmeiras para estampar sua marca nas costas do uniforme das equipes principais masculina e feminina, além de ocupar a propriedade máster e as costas das camisas das categorias de base. O valor pode chegar a R$ 30 milhões anuais, dependendo do cumprimento de metas previstas em contrato.
O acordo tem duração de três anos e inclui também os naming rights de um torneio sub-17 organizado pelo clube, que passou a se chamar Copa Fictor e foi conquistado pelo Palmeiras na última quinta-feira.
Histórico recente da Fictor
Em 17 de novembro do ano passado, a Fictor anunciou uma tentativa de compra do Banco Master por cerca de R$ 3 bilhões, às vésperas da liquidação da instituição pelo Banco Central e da prisão de Daniel Vorcaro, então presidente do banco.
A holding informou que a negociação envolveria um consórcio de investidores dos Emirados Árabes Unidos, que, segundo a própria empresa, administrariam mais de US$ 100 bilhões em ativos. No entanto, o anúncio não detalhou quem seriam esses investidores. O Banco Master foi liquidado pelo Banco Central no dia seguinte à divulgação do acordo.
Fundada em 2007, a Fictor atua nos setores financeiro, infraestrutura, energia e negociação de alimentos. A empresa teve como sócios principais Rafael Góis, Rafael Paixão e Phillippe Rubini — atualmente, apenas Góis permanece no quadro societário. Em 2024, o grupo declarou faturamento de R$ 3,5 bilhões.
Cenário dos patrocínios no clube
Além da Fictor, o time masculino profissional do Palmeiras conta com outros cinco patrocinadores e registra mais de R$ 150 milhões por ano em valores fixos de patrocínio.
Internamente, a diretoria monitora a situação, mas, até o momento, não vê risco imediato para os contratos vigentes.
Com Agência Estado

