Esporte na Band

Boca empilha fracassos na Bombonera e deixa de ser "bicho-papão" na Liberta

Equipe argentina foi eliminada mais uma vez em seu estádio pelo torneio continental

Da redação
DA REDAÇÃO

29/05/2026 • 11:58 • Atualizado em 29/05/2026 • 11:58

Leandro Paredes lamenta eliminação do Boca Juniors na Libertadores

Leandro Paredes lamenta eliminação do Boca Juniors na Libertadores

Rodrigo Valle / Reuters

Resumo

O Boca Juniors sofreu eliminação para a Universidad Católica na fase de grupos da Libertadores de 2026, acumulando cinco eliminações em casa desde março de 2025, incluindo derrotas diante de Alianza Lima, Independiente, Racing e Huracán.

A gestão de Juan Román Riquelme está sob questionamento após campanhas frustrantes desde 2024, com eliminações em semifinais de copas nacionais, quedas precoces em competições continentais e ausência de títulos expressivos, apesar da promessa de retomada do protagonismo.

A perda da mística da Bombonera é apontada por analistas como o aspecto mais grave da crise, refletindo instabilidade esportiva e simbolizando a dificuldade do clube em recuperar seu peso histórico no futebol sul-americano.

O Boca Juniors vive um dos momentos mais delicados de sua história recente após a eliminação para a Universidad Católica na fase de grupos da Libertadores de 2026. O revés na Bombonera não foi um fato isolado, mas o ápice de uma sequência negativa que transformou o antigo caldeirão argentino em um cenário de frustrações para a torcida xeneize.

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A queda da fortaleza argentina

A derrota continental ampliou uma estatística alarmante: desde março de 2025, o clube acumulou cinco eliminações dentro de seu próprio estádio. Antes da Universidad Católica, o Boca Juniors já havia caído em casa diante de Alianza Lima, Independiente, Racing e Huracán.

Essa vulnerabilidade contrasta com a imagem de "bicho-papão" consolidada no início dos anos 2000, época em que o clube dominava a América com títulos consecutivos. Atualmente, os argentinos enfrentam um jejum de duas décadas sem conquistar a Libertadores — o último troféu foi erguido em 2007 — e demonstram dificuldade em retomar o protagonismo internacional.

Gestão Riquelme sob questionamento

A crise esportiva reflete diretamente na administração de Juan Román Riquelme. Ídolo histórico como jogador, o ex-camisa 10 assumiu a presidência com a promessa de devolver o clube ao topo, mas o comando administrativo ainda não resultou em títulos expressivos.

Desde que Riquelme assumiu a gestão, o Boca Juniors acumulou campanhas frustrantes:

  • 2024: Eliminações nas semifinais da Copa da Liga e da Copa Argentina, queda nas oitavas da Sul-Americana e sexto lugar na Liga Profesional.
  • 2025: Adeus na segunda fase preliminar da Libertadores, queda nas quartas do Apertura e eliminações precoces no Mundial de Clubes e na Copa Argentina.
  • 2026: Novas quedas no Apertura e na fase de grupos da Libertadores.

Perda do peso simbólico

Para analistas do cenário sul-americano, o aspecto mais grave da crise é a perda da mística da Bombonera. O estádio, que por décadas foi sinônimo de pressão sufocante e viradas históricas, agora é palco de uma sequência de resultados negativos que evidenciam o tamanho da instabilidade vivida pelo clube.