O Botafogo encantou o Brasil em 2024. Campeão do Brasileirão e da Libertadores, o Glorioso encerrou uma temporada mágica com futebol envolvente, estádio lotado e clima de euforia na torcida.
Sem o técnico Artur Jorge, que deixou o cargo no início de 2025, o clube comandado por John Textor, dono da SA, demorou cerca de três meses para anunciar um substituto. A chegada do português Renato Paiva, que vinha de trabalhos recentes no futebol mexicano e brasileiro, ainda não teve o efeito esperado. Pelo contrário: o desempenho atual é o pior desde o início da era SAF.
Vice-campeão da Supercopa e da Recopa, o Botafogo ocupa atualmente a 15ª colocação no Brasileirão e é apenas o terceiro colocado do Grupo A da Libertadores, com risco real de eliminação precoce. Até aqui, são apenas 31,8% de aproveitamento na temporada. Os números acendem o alerta no Nilton Santos.
Durante o programa Jogo Aberto desta quinta-feira (24), a apresentadora Renata Fan destacou a urgência por mudanças: "Acho que o time do Botafogo, que ganhou a Libertadores e ganhou o Brasileiro, precisa reagir. E é pra ontem. Olha só, aqui está o grupo que, na verdade, ainda não teve aquela descolada."
Além disso, o investimento feito não corresponde ao desempenho: o clube gastou cerca de R$ 500 milhões na janela de transferências. A saída de nomes importantes como Luiz Henrique, destaque da campanha da Libertadores, e Tiago Almada também é sentida. Apesar do elenco reforçado, as contratações ainda não engrenaram. Renato Paiva já começa a sentir a pressão da torcida, que clama por mudanças e questiona a gestão esportiva após o ano mais vitorioso da história recente do clube.
O Botafogo ainda tem tempo para se reencontrar em 2025, mas o desafio está posto. Agora, será preciso reação em campo para evitar que a temporada seja lembrada como a da frustração.

