Brasil é 5º no Mundial de Ginástica Artística de 2026
Seleção encerra participação em Roterdã e buscará vaga para Los Angeles no Mundial de 2027

Melogym/CBG
O Brasil encerrou sua participação na final por equipes do Mundial de Ginástica Artística de 2026, em Roterdã, na Holanda, na quinta colocação. O conjunto brasileiro, formado por Rebeca Andrade, Flávia Saraiva, Lorrane Oliveira, Thais Fidelis e Sophia Weisberg, com Gabriela Bouças como reserva, somou 159,730 pontos na decisão.
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Com o resultado, o País não garantiu o pódio e precisará buscar a vaga para os Jogos Olímpicos de Los Angeles no Mundial de 2027, quando mais nove vagas estarão em disputa.
A seleção brasileira havia chegado à final classificada em oitavo lugar, a última posição que dava acesso à decisão. O pódio da competição foi liderado pela China, que conquistou o ouro com 165,764 pontos, seguida pelos Estados Unidos, em segundo lugar, com 165,531, e pelo Japão, em terceiro, com 164,063, garantindo um lugar nas primeiras colocações após 60 anos.
As três primeiras colocadas asseguraram vaga direta para os Jogos Olímpicos de 2028. A França ficou na quarta posição, à frente do Brasil, com 161,130 pontos.
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Apresentações aparelho por aparelho
Solo
- Thaís Fidelis: De volta a um Mundial após 7 anos, abriu a participação do Brasil no solo com poucos erros. Conquistou a nota 12.933 (5.300 de dificuldade), apresentando uma evolução de 0.20 em relação ao primeiro dia.
- Lorrane Oliveira: Bronze por equipes em Paris, começou bem a série e cravou uma das passagens, mas teve um erro no final e recebeu a nota 12.900.
- Flávia Saraiva: Ao som de Ney Matogrosso e Luiz Gonzaga, fazia uma série praticamente perfeita. No entanto, em razão de um desequilíbrio na última chegada, saiu levemente do tablado e perdeu 0.10 pontos. A nota final foi 12.800 (5.400 de dificuldade e 7.500 de execução).
Salto
- Flávia Saraiva: Abriu a rotação do Brasil com uma boa finalização, mas deu um passo para trás na aterrissagem, ficando com a nota 13.000.
- Sophia Weisberg: A ginasta de 16 anos, a mais jovem do grupo, saiu muito feliz de sua apresentação. Com um salto de 5.000 de dificuldade e 9.033 de execução, somou 14.033, nota que levou o Brasil temporariamente para a 2ª posição.
- Rebeca Andrade: Campeã olímpica no aparelho e retornando de um ano sabático, executou um Yurchenko com dupla pirueta (DTY) e foi aplaudida pelo público em Roterdã. Conseguiu a nota 14.400 (9.400 de execução e 0.6 de desconto).
Barras Assimétricas
- Thaís Fidelis: Iniciou as apresentações brasileiras no aparelho e somou 12.466 (4.900 de dificuldade e 7.566 de execução).
- Lorrane Oliveira: Na sequência, cravou a saída do duplo com meia volta e obteve a nota 13.533 (5.600 de dificuldade e 7.933 de execução).
- Flávia Saraiva: Fez uma boa série, mas pecou na finalização, recebendo a nota 13.133 (5.600 de dificuldade e 7.533 de execução). O resultado colocou o Brasil na quarta colocação parcial.
Trave
- Thaís Fidelis: Abriu o último aparelho para o Brasil. Apresentou sua série sem quedas, cometendo apenas um pequeno desvio na chegada, e tirou 13.033.
- Flávia Saraiva: Apesar de registrar alguns desequilíbrios, fez uma boa prova e conquistou 14.066 (6.100 de dificuldade e 7.966 de execução).
- Rebeca Andrade: A maior medalhista olímpica do Brasil foi a última a se apresentar nesta quarta-feira. Ovacionada pelo público, a ginasta teve alguns desequilíbrios na trave, mas finalizou muito bem e garantiu 13.433 (5.700 de dificuldade e 7.733 de execução).
Próximas finais individuais
O Brasil ainda disputará mais quatro medalhas no Mundial de Roterdã:
- Sexta-feira: Flávia Saraiva e Lorrane Oliveira competem na final do individual geral.
- Sábado: Rebeca Andrade disputa a final do salto.
- Domingo: Flávia Saraiva busca medalha na final da trave.
* Com informações de Estadão Conteúdo.
