
Jerusa Geber é ouro nos 200m T11 do Mundial de atletismo paralímpico
REUTERS/Anushree Fadnavis
O Brasil se sagrou, pela primeira vez na história, campeão de uma edição do Mundial paralímpico de atletismo ao terminar na primeira colocação do quadro geral de medalhas na competição realizada em Nova Déli, na Índia.
Os atletas brasileiros subiram ao pódio todos os dias de competição e lideraram o quadro geral de medalhas desde o primeiro dia de provas – único período do Mundial em que a primeira colocação foi dividida com a China. Só neste domingo (5), foram seis pódios, sendo três ouros, uma prata e dois bronzes.
O Brasil terminou a competição com 15 ouros, 20 pratas e nove bronzes, com um total de 44 medalhas. Os chineses ficaram na segunda colocação, com 13 ouros, 22 pratas e 17 bronzes, sendo 52 no total.
Esta é a segunda vez na história em que a China perde no quadro de medalhas na competição – a primeira havia sido há 12 anos, em Lyon 2013, quando o país vencedor foi a Rússia — na ocasião, os chineses terminaram na sexta colocação. Na Índia, o Irã encerrou como o terceiro colocado, com nove ouros e 16 medalhas ao todo.
Último dia de competição
Jerusa Geber conquistou a sua segunda medalha de ouro na Índia ao vencer a prova dos 200m T11 (deficiência visual), com o tempo de 24s88, o seu melhor na temporada. Foi também o segundo ouro da velocista na disputa, após o primeiro lugar em Paris 2023.
Além disso, Jerusa se tornou a atleta brasileira, entre homens e mulheres, com maior quantidade de medalhas na história dos mundiais. Ela atingiu a marca de 13 pódios na competição, sendo sete ouros, cinco pratas e um bronze, superando o recorde que era da mineira Terezinha Guilhermina, com 12 medalhas no total.
Outra brasileira na final, a potiguar Thalita Simplício obteve a medalha de bronze, com 25s97. Foi a décima medalha da atleta, que também foi tetracampeã nos 400m T11. Também foi a quarta dobradinha brasileira em pódios em Nova Déli. A medalhista de prata dos 200m foi a chinesa Liu Yiming, com 25s54.
Atletismo brasileiro já estava próximo do feito
O atletismo paralímpico brasileiro estava muito próximo de atingir o feito histórico, porque já figurava entre os principais colocados no quadro geral de medalhas nas últimas edições de Mundiais.
Nas três últimas participações, em Kobe 2024, Paris 2023 e Dubai 2019, o país terminou na segunda colocação.
Até então, a melhor campanha brasileira em mundiais havia acontecido em Kobe 2024. No Japão, a Seleção Brasileira terminou na segunda posição do quadro geral de medalhas, somente atrás da China. Foram 42 pódios no total, sendo 19 medalhas de ouro, 12 de prata e 11 de bronze. Esta foi a campanha mais dourada do país na história dos mundiais.
Já no Mundial de Paris 2023 o Brasil teve seu melhor desempenho em total de pódios na história, com 47 medalhas ao todo, sendo 14 ouros, 13 pratas e 20 bronzes. Naquela ocasião, o país terminou a competição com dois pódios a mais do que os chineses (47 a 45).
No entanto, os brasileiros ficaram na vice-liderança do quadro geral de medalhas por uma diferença de dois ouros – foram 14 contra 16 (confira histórico ao término do texto).

