
Bernardinho, técnico da seleção brasileira de vôlei
Divulgação/CBV
Resumo
Derrota da seleção brasileira masculina de vôlei para a Itália por 3 sets a 1 na Liga das Nações marcou a segunda derrota consecutiva do time comandado por Bernardinho, que enfrentou dificuldades na recepção diante do saque adversário e caiu para a sexta posição na tabela, sendo ultrapassado pelos italianos.
Domínio italiano nos dois primeiros sets foi construído com pressão no saque e consistência, enquanto o Brasil oscilou, apresentou melhora no bloqueio, mas perdeu chances decisivas; destaque para Lucarelli no bloqueio e para Darlan na tentativa de reação, porém insuficiente para evitar a vantagem europeia.
Polêmicas com a arbitragem, especialmente em lances decisivos do quarto set, desestabilizaram o time brasileiro, resultando em reclamações, cartão para Bernardinho e erros em momentos cruciais, permitindo a confirmação da vitória italiana e aumentando a pressão sobre o Brasil para o próximo confronto contra a Eslovênia.
Em um confronto marcado por muita reclamação com a arbitragem e tensão em quadra, a seleção brasileira masculina de vôlei sofreu sua segunda derrota consecutiva na Liga das Nações (VNL). Nesta sexta-feira (26), o time comandado por Bernardinho foi superado pela Itália por 3 sets a 1, com parciais de 19/25, 23/25, 25/22 e 23/25. O Brasil teve grandes dificuldades para lidar com o saque adversário, que anotou nove pontos diretos e comprometeu a recepção brasileira durante boa parte do jogo.
Com o resultado negativo, o Brasil caiu para a sexta posição na tabela de classificação, sendo ultrapassado justamente pelos italianos — vale lembrar que apenas os sete primeiros se garantem na fase final. O Japão segue na liderança isolada, com seis vitórias e 100% de aproveitamento. Sem tempo para lamentar, a seleção verde e amarela busca a reação imediata já neste sábado (27), às 15h30 (horário de Brasília), diante da Eslovênia.
Oscilações e pressão italiana
Pressionada pela derrota recente diante da Ucrânia, a equipe liderada por Bernardinho demorou a engrenar e viu a Itália dominar as ações iniciais. No primeiro set, o Brasil sofreu com o saque forçado dos europeus e chegou a ficar seis pontos atrás no placar. Apesar de uma melhora após ajustes na recepção e um bloqueio mais eficiente — que permitiu a Darlan reduzir a desvantagem para três pontos em um rali —, a reação não foi suficiente. A Itália fechou a primeira parcial em 25 a 19 com um ace de Sani.
O segundo set mostrou um Brasil mais concentrado, que chegou a abrir 4 a 1 e liderou a maior parte da parcial contando com a eficiência do bloqueio de Lucarelli. Contudo, na reta final, a equipe perdeu a consistência no passe, viu o saque italiano voltar a causar danos e permitiu a virada. Após um final dramático, a Itália venceu por 25 a 23 e abriu 2 a 0 no jogo.
Polêmicas e derrota no quarto set
A seleção brasileira conseguiu reduzir a desvantagem ao vencer a terceira parcial por 25 a 22, mostrando maior controle emocional. No quarto set, o Brasil teve a chance de levar a decisão ao tie-break após abrir uma vantagem de sete pontos. Entretanto, o clima esquentou devido a marcações polêmicas da arbitragem, o que gerou irritação no elenco brasileiro.
O ponto de maior controvérsia ocorreu quando o placar apontava 22 a 21 para a Itália. Houve um desafio sobre um suposto toque no bloqueio de Lucarelli, enquanto o Brasil reclamava de uma condução no ataque adversário. A arbitragem validou apenas o desvio, levando Bernardinho a receber um cartão por questionar a decisão.
Desestabilizado, o Brasil permitiu a reação italiana. Após um erro de saque e um bloqueio de Judson, o set seguiu equilibrado, mas erros em momentos cruciais — incluindo um saque na rede de Lucarelli e uma oportunidade perdida por Adriano — permitiram que a Itália fechasse a parcial em 25 a 23, confirmando a vitória na partida.
Com informações da Estadão Conteúdo
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