Esporte na Band

Após fazer história no Tênis de Mesa, Calderano transforma Brasil em potência global

Ao vencer o número 1 do mundo, brasileiro conquista título inédito para as Américas e marca nova era para o tênis de mesa nacional

Bárbara Fava
BÁRBARA FAVA

23/04/2025 • 14:15 • Atualizado em 23/04/2025 • 14:15

Hugo Calderano

Hugo Calderano

REUTERS/Kim Hong-Ji

Título inédito e feito histórico

O Brasil viveu um momento histórico no último domingo (20), quando Hugo Calderano conquistou a Copa do Mundo de Tênis de Mesa em Macau, na China. O carioca derrotou o chinês Lin Shidong, líder do ranking mundial, por 4 sets a 1, e tornou-se o primeiro atleta das Américas a vencer o torneio, quebrando a hegemonia de asiáticos e europeus no pódio da modalidade.

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Agora, vamos além: mais do que um título, a conquista simboliza uma virada de chave para o esporte brasileiro, tanto dentro quanto fora das quadras.

Efeito imediato: ranking e buscas disparam

Com a vitória, Calderano subiu para o terceiro lugar no ranking mundial da ITTF (Federação Internacional de Tênis de Mesa), igualando sua melhor colocação na carreira, atingida anteriormente em 2022. Dados da Sala Digital, parceria da Band com o Google, mostram que o impacto da conquista também refletiu nas buscas da maior ferramenta de pesquisa do mundo. Isto é, as pesquisas pelo torneio e pelo próprio Calderano dispararam no Brasil e no mundo.

Abril de 2025 consolida, nos dados, um dos maiores picos de interesse pelo tenista brasileiro, superado apenas pelo desempenho dele na Olimpíada de Paris-2024, quando já havia se tornado o primeiro latino-americano a chegar às semifinais do torneio olímpico.

Calderano x Hoyama: a troca de bastão

Durante décadas, Hugo Hoyama foi sinônimo de tênis de mesa no Brasil. Com dez medalhas de ouro nos Jogos Pan-Americanos e participação em seis Olimpíadas, Hoyama foi o nome mais buscado e reverenciado da modalidade no país.

Mas os dados mostram que essa hegemonia mudou. Desde 2016, Calderano vem crescendo de forma consistente nas buscas do Google, ultrapassando Hoyama em interesse. Esse movimento não apenas reflete os resultados em quadra, mas também uma mudança geracional no imaginário esportivo do país.

Mais do que já ter dito que Calderano pode ser o número 1 do mundo e de rasgar elogios ao companheiro, o incentivo de Hoyama reafirma que Calderano, aos 28 anos, já assumiu o posto de maior nome do tênis de mesa brasileiro — e agora, continental.

Uma nova era para o tênis de mesa no Brasil

A conquista de Calderano inaugura uma nova fase para o tênis de mesa nas Américas. Pela primeira vez, o esporte ganha protagonismo nos trends e nas manchetes com um atleta brasileiro no topo. E ele não está sozinho: Bruna Takahashi, também brasileira, ocupa a 16ª colocação no ranking feminino, reforçando que o país está cada vez mais presente entre os melhores do mundo.

Com resultados expressivos, representatividade em rankings e recordes de interesse público, o Brasil se firma como potência emergente no cenário global do tênis de mesa.

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