Esporte na Band

Campeão de jiu-jitsu comenta prisão do pai por suspeita de abuso sexual

Mica Galvão afirmou viver momento difícil e defendeu que a Justiça cumpra seu papel nas investigações contra Melqui Galvão

Da redação
DA REDAÇÃO

29/04/2026 • 12:19 • Atualizado em 29/04/2026 • 12:19

Mica Galvão, lutador de jiu-jitsu

Mica Galvão, lutador de jiu-jitsu

Instagram/ @micagalvaojj

Resumo

O atleta de jiu-jitsu Mica Galvão se pronunciou nas redes sociais sobre a prisão de seu pai e treinador, Melqui Galvão, policial civil investigado por suspeita de crimes sexuais contra ex-alunas, ressaltando a importância do pai em sua trajetória e pedindo investigação séria dos fatos.

O posicionamento de Mica Galvão enfatizou repúdio a qualquer forma de assédio ou violência contra mulheres e crianças, destacando seus valores pessoais e a necessidade de seguir focado em suas responsabilidades como atleta e líder de equipe.

A prisão temporária de Melqui Galvão foi determinada após denúncias reunidas pela 8ª Delegacia de Defesa da Mulher, envolvendo pelo menos três vítimas, incluindo uma adolescente de 17 anos; investigações apontam gravação em que o investigado admite indiretamente o ocorrido e tenta evitar denúncia com promessa de compensação financeira, sendo preso em Manaus.

O atleta de jiu-jitsu Mica Galvão, de 22 anos, utilizou suas redes sociais, nesta terça-feira (28), para se pronunciar sobre a prisão de seu pai e treinador, Melqui Galvão. O professor e policial civil é investigado por suspeita de crimes sexuais contra ex-alunas.

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“É difícil encontrar palavras para um momento como esse. Meu pai, Melqui Galvão, foi quem me colocou no tatame pela primeira vez ainda criança. Foi ele quem me ensinou a lutar, a competir, a respeitar o adversário e a ter caráter”, escreveu o jovem.

“Ao mesmo tempo, me sinto na obrigação de ser honesto: que os fatos sejam investigados com seriedade e que a Justiça cumpra seu papel”, acrescentou.

Repúdio à violência e foco na carreira

Mica aproveitou o posicionamento para reforçar os valores pessoais e condenar qualquer tipo de agressão. “Como pessoa, repudio qualquer forma de assédio ou violência contra mulheres e crianças — esse é um valor que carrego e que não abre exceção”, declarou o atleta.

Sobre o impacto pessoal do ocorrido, o jovem admitiu que ainda está assimilando os fatos. “Estou processando isso como filho, como atleta e como ser humano. O que sei é que tenho responsabilidades com as pessoas que acreditam em mim, com a equipe que representa tanto para tantos atletas. Sigo em frente, com o mesmo respeito e dedicação de sempre”, concluiu.

Entenda o caso

A prisão temporária de Melqui Galvão foi definida após denúncias reunidas pela 8ª Delegacia de Defesa da Mulher (DDM), que investiga relatos de abusos envolvendo pelo menos três vítimas.

O caso ganhou visibilidade após uma adolescente de 17 anos denunciar atos libidinosos não consentidos ocorridos durante uma competição no exterior.

Segundo as investigações, há registros de uma gravação na qual o investigado admitiria indiretamente o ocorrido, tentando evitar que a denúncia prosseguisse mediante promessa de compensação financeira. Melqui Galvão se apresentou às autoridades em Manaus, onde a prisão foi cumprida.

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