
Memphis Depay em treino do Corinthians
Rodrigo Coca / Ag.Corinthians
Resumo
O Campeonato Brasileiro de 2026 inicia com 151 atletas estrangeiros registrados nos 20 clubes da Série A, número inferior aos 157 do ano anterior, mas com expectativa de crescimento devido à janela de transferências em andamento.
A Argentina lidera como principal nacionalidade entre os estrangeiros, totalizando 38 jogadores, seguida por Uruguai (30), Colômbia (27), Paraguai (15) e Equador (8), enquanto Grêmio, Botafogo, Santos, Fluminense, Athletico-PR, São Paulo e Vasco são os clubes com maior número de estrangeiros nos elencos.
O Brasil atua como mercado intermediário estratégico no futebol sul-americano, atraindo atletas pela visibilidade, competitividade e proximidade com seleções nacionais, além de oferecer baixo custo de aquisição e regras facilitadas para estrangeiros, consolidando o Brasileirão como vitrine de valorização financeira.
O Campeonato Brasileiro tem a rodada de abertura nesta quarta-feira (28) com 151 atletas estrangeiros registrados nos 20 clubes da Série A. Embora o número seja inferior aos 157 registrados no início de 2025, a expectativa é de aumento nas próximas semanas com a janela de transferências em andamento.
Países com mais representantes no Brasil
A Argentina mantém a posição de principal exportadora de talentos para o futebol brasileiro, seguida por vizinhos sul-americanos. Confira os dados atuais por nacionalidade:
- Argentina: 38 jogadores
- Uruguai: 30 jogadores
- Colômbia: 27 jogadores
- Paraguai: 15 jogadores
- Equador: 8 jogadores
Clubes com maior número de estrangeiros
O Grêmio encabeça a lista de elencos com mais jogadores de fora do país no início desta edição. Confira os times com os maiores números:
- Grêmio: 13 estrangeiros
- Botafogo: 12 estrangeiros
- Santos: 12 estrangeiros
- Fluminense: 11 estrangeiros
- Athletico-PR: 10 estrangeiros
- São Paulo: 10 estrangeiros
- Vasco: 10 estrangeiros
No levantamento histórico acumulado desde 2019, o Botafogo lidera o volume de contratações internacionais com 33 atletas, seguido pelo Athletico-PR com 32.
Brasil como mercado intermediário e vitrine
Para especialistas do setor, o Brasil funciona hoje como um mercado intermediário estratégico. O país atrai atletas sul-americanos pela visibilidade, competitividade e pela proximidade com as comissões técnicas de suas seleções nacionais.
Marcos Casseb, da Roc Nation Sports Brazil, aponta que o Brasil exerce um papel semelhante ao da Premier League no ecossistema sul-americano. "Ele atrai, desenvolve, expõe e vende melhor", explica.
O baixo custo de aquisição em comparação com ligas europeias e a regra que facilita a entrada de estrangeiros impulsionam esse movimento, transformando o Brasileirão em uma plataforma de valorização financeira.
Com informações da Estadão Conteúdo
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