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Caso do camarote no Morumbi: pivô de polêmica revela venda de áudio

Adriana afirma ter sido pressionada por opositores de Casares para negociar áudio que originou um escândalo

Da redação
DA REDAÇÃO

15/01/2026 • 17:37 • Atualizado em 15/01/2026 • 17:45

Julio Casares, presidente do São Paulo

Julio Casares, presidente do São Paulo

Divulgação / SPFC

Rita de Cássia Adriana de Prado, figura central na denúncia sobre o uso irregular de um camarote do Estádio do Morumbi, recuou em suas declarações. Em carta enviada à ex-diretora Mara Casares, Adriana afirma ter sido pressionada por opositores do presidente Julio Casares para vender, por R$ 275 mil, o áudio que originou o escândalo.

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A mudança de versão surge às vésperas da votação do impeachment de Julio Casares, marcada para esta sexta-feira. Entre as novas evidências que vieram à tona, destacam-se:

A Carta de Retratação: Adriana nega irregularidades na gestão do camarote e elogia a conduta de Mara Casares, alegando que foi manipulada por terceiros para prejudicar a presidência.

Provas Financeiras: Foram vazados dois cheques de R$ 100 mil assinados por Denis Ormrod (ex-conselheiro expulso em 2021) e um comprovante de Pix de R$ 75 mil, que teria sido devolvido.

Áudio do Marido: Uma nova gravação revela "Tom", marido de Adriana, conversando com Ormrod sobre a estratégia de venda das provas. No diálogo, discute-se até a ideia de forjar o furto do celular que continha os áudios originais.

O Papel da Oposição

Na carta, Adriana aponta nomes da oposição como articuladores da manobra, incluindo Vinicius Pinotti (potencial candidato à presidência) e Fábio Mariz, além do próprio Ormrod. Segundo o relato de Tom no áudio, a abordagem foi direta: "Toma o dinheiro e me dá as provas".

Contexto e Consequências

O caso ganhou tração após uma sindicância externa recomendar a revisão de contratos firmados por Mara Casares e Douglas Schwartzman — ambos diretores que se licenciaram após a exposição do caso.

Embora Adriana agora defenda a legalidade do espaço, o ponto de conflito permanece: a "Sala Presidencial" mencionada nas gravações é, por norma, um espaço não comercializável, o que sustenta a acusação de uso irregular que embasa o pedido de impeachment.

Os citados foram procurados pela reportagem do Estadão, mas não enviaram resposta até o momento.

Com Estadão Conteúdo

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