Resumo
O CAS julgará em 8 de outubro o recurso de Senegal contra a perda do título da Copa Africana de Nações.
A seleção venceu o Marrocos por 1 a 0 na final, mas a CAF mudou o placar para 3 a 0 após punir o abandono de campo.
A audiência será em Lausanne, na Suíça, e decidirá se o título permanece com o Marrocos ou volta para Senegal.
A Corte Arbitral do Esporte (CAS) marcou para 8 de outubro o julgamento do recurso apresentado por Senegal contra a perda do título da Copa Africana de Nações. A seleção tenta reverter a decisão da Confederação Africana de Futebol (CAF), que declarou o Marrocos campeão após punir os senegaleses pelo abandono de campo durante a final.
Senegal venceu a decisão por 1 a 0 em 18 de janeiro, no Estádio Príncipe Moulay Abdellah, em Rabat. Em março, o Comitê de Apelações da CAF aceitou um recurso da Federação Marroquina de Futebol e alterou o resultado para 3 a 0 a favor dos donos da casa.
Por que Senegal perdeu o título
A Federação Marroquina baseou o recurso nos artigos 82 e 84 do regulamento da Copa Africana. Os dispositivos proíbem que uma equipe deixe o gramado durante uma partida.
A punição foi aplicada após os jogadores de Senegal abandonarem o campo em protesto contra uma decisão da arbitragem. Com a mudança do resultado, o Marrocos passou a ser reconhecido oficialmente como campeão.
A Federação Senegalesa de Futebol contestou a decisão e levou o caso ao CAS. A audiência será realizada em Lausanne, na Suíça, com portas fechadas.
A Corte informou que a sentença não será divulgada no mesmo dia do julgamento.
Final teve abandono de campo e pênalti perdido
A decisão ficou marcada por uma sequência de polêmicas envolvendo o árbitro congolês Jean-Jacques Ndala.
As reclamações começaram após a anulação de um gol de Senegal. Nos acréscimos do segundo tempo, a arbitragem marcou um pênalti para o Marrocos, o que provocou a revolta da delegação senegalesa.
Os jogadores deixaram o campo e seguiram para o vestiário. Sadio Mané foi decisivo para a retomada da partida ao convencer os companheiros a voltar ao gramado.
Após a paralisação, Brahim Díaz tentou uma cavadinha na cobrança do pênalti, mas parou na defesa de Edouard Mendy. O erro levou a final para a prorrogação.
Senegal venceu no campo
No tempo extra, Pape Gueye acertou um chute de longa distância para superar Yassine Bono e garantir a vitória de Senegal por 1 a 0.
A conquista, porém, foi retirada meses depois pela CAF. Agora, o CAS decidirá se mantém a punição e o título do Marrocos ou se devolve a taça aos senegaleses.
Com Agência Estado
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