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Pressionado, Casares recebe apoio do Conselho Consultivo do São Paulo

"Grupo de notáveis" entendeu que não há provas para tirar Casares da presidência

Da redação
DA REDAÇÃO

06/01/2026 • 19:25 • Atualizado em 06/01/2026 • 19:36

Julio Casares está pressionado para sair da presidência do São Paulo. Mas ganhou um apoio importante nesta terça-feira (6): o Conselho Consultivo, formado por um “grupo de notáveis”, deu parecer favorável a Casares.

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O grupo se reuniu no escritório de Ives Gandra Martins, que integra o conselho. Casares se defendeu das acusações que compunham um pedido de impeachment, assinado por 57 conselheiros.

O grupo também analisou parte da investigação policial revelada por meio de um relatório do Coaf (Conselho de Controle de Atividades Financeiras). São apontadas movimentações sem lastro de origem do dinheiro em quantia que chegaria a R$ 11 milhões.

O Conselho Consultivo disse que "as acusações carecem de provas materiais, especificamente contra o presidente, que alegou inocência".

O parecer argumenta que um processo de impeachment pode ter base jurídica, mas a decisão final é de cunho político.

"Não obstante a gravidade do momento, diante da inexistência de prova material ou de comportamento que já não tenha sido, habitualmente, utilizado na direção do clube, (o conselho) entende que, do ponto de vista estritamente jurídico, não há elementos de prova material para justificar um parecer favorável ao impeachment presidencial", diz o parecer.

A conclusão não é determinante para o processo de afastamento. A partir do encontro desta terça-feira, o presidente do Conselho Deliberativo, Olten Ayres Abreu Júnior, convoca uma reunião extraordinária em que Casares terá a oportunidade de se defender.

Depois disso, ocorre a votação dos conselheiros. Para que seja aprovado, é preciso que haja voto favorável de maioria qualificada, dois terços do Conselho (171 votos dos 255 possíveis). Isso iria impor um afastamento provisório do presidente.

Se Casares for afastado, ele é também banido do clube. Já em caso de renúncia, ele se mantém no Conselho Consultivo. Essa última situação é semelhante ao que viveu o ex-presidente Carlos Miguel Aidar. Em 2015, ele deixou o cargo, sob acusações de desviar recursos do clube.

Com Estadão Conteúdo

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