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Caso Tifanny: entenda decisão da CBV e o que muda para jogadora

Subtítulo Oposta do Osasco pode disputar o Paulista, mas novo critério de elegibilidade será aplicado nas competições nacionais

3 min

17/08/2026 11:40 • Atualizado há 14 dias

Caso Tifanny: entenda decisão da CBV e o que muda para jogadora

O caso Tifanny ganhou um novo capítulo após a Confederação Brasileira de Voleibol (CBV) anunciar mudanças nos critérios de elegibilidade para a categoria feminina. A decisão afeta diretamente a oposta Tifanny Abreu, do Osasco, que é uma mulher trans e disputa competições femininas no Brasil desde 2017.

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A jogadora ainda pode atuar normalmente no Campeonato Paulista de 2026. A situação muda quando entram em cena as competições nacionais organizadas pela CBV.

O que decidiu a CBV?

Na sexta-feira (14), a CBV anunciou a adoção de uma nova política de elegibilidade para atletas nas categorias femininas do vôlei de quadra e de praia.

Pelas novas regras, as jogadoras precisarão apresentar um teste genético com resultado negativo para o gene SRY, associado ao desenvolvimento sexual masculino.

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A entidade informou que a recusa ao exame não será tratada como infração disciplinar. Sem a comprovação exigida, porém, a atleta não poderá disputar as competições abrangidas pelo regulamento.

A medida será aplicada a partir de:

  • Superliga A 2026/27;
  • Superliga B 2026/27;
  • Supercopa 2026;
  • Copa Brasil 2027;
  • Circuito Brasileiro de Vôlei de Praia 2027;
  • CBVP Challenger 2027.

Tifanny pode jogar o Campeonato Paulista?

Sim. O anúncio da CBV criou dúvidas sobre a presença de Tifanny no Campeonato Paulista. A Federação Paulista de Voleibol (FPV), porém, informou que o Estadual continuará seguindo as normas que estavam em vigor quando a competição começou.

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Como a nova política foi divulgada com o torneio já em andamento, ela não será aplicada nesta edição.

Tifanny, portanto, segue liberada para defender o Osasco no Paulista.

O que disse Tifanny?

A oposta falou publicamente sobre o assunto pela primeira vez no sábado (15), depois da derrota do Osasco para o Pinheiros por 3 sets a 2.

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Tifanny afirmou que considera a decisão um retrocesso e ressaltou que construiu uma carreira de dez anos no vôlei feminino.

O voleibol é minha vida, meu trabalho. A CBV está tirando de mim tudo o que eu tenho, que é o amor pelo voleibol e a profissão que venho exercendo todos esses anos.

A atleta também afirmou que pretende buscar medidas para continuar defendendo sua participação no esporte.

Não vou me calar. E vou tomar todas as medidas possíveis para que minha luta pelo direito, visibilidade, inclusão e prática do esporte não tenham sido em vão.

Durante a partida contra o Pinheiros, torcedores do Osasco demonstraram apoio à jogadora nas arquibancadas, enquanto companheiras também se manifestaram ao lado da atleta.

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Por que o caso Tifanny ganhou repercussão?

Tifanny tem uma trajetória pioneira no vôlei brasileiro.

Após concluir sua transição de gênero, a jogadora recebeu autorização da Federação Internacional de Voleibol (FIVB), em 2017, para atuar em competições femininas.

Ela passou pelo Golem Palmi, da Itália, e depois chegou ao Bauru, onde se tornou a primeira mulher trans a disputar uma partida da Superliga Feminina.

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Em 2021, transferiu-se para o Osasco. Na temporada 2024/25, conquistou a Superliga, a Copa Brasil e o Campeonato Paulista. Com o título nacional, tornou-se a primeira atleta trans campeã da Superliga Feminina.

O que acontece agora?

No curto prazo, Tifanny continua atuando pelo Osasco no Campeonato Paulista.

A principal questão envolve a participação da atleta nas competições nacionais que seguirão o novo regulamento da CBV, especialmente a Superliga 2026/27.

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Tifanny já indicou que pretende contestar a medida e buscar alternativas para preservar o direito de continuar competindo. O desdobramento desse movimento definirá os próximos capítulos do caso.

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