
Samir Xaud, presidente da CBF
Rafael Ribeiro / CBF
Resumo
Confederação Brasileira de Futebol propõe ampliar de seis para doze o número de jogos que um atleta pode disputar por um clube antes de ser impedido de transferência no Brasileirão a partir de 2026, com a decisão final condicionada a consulta aos clubes.
Brasileirão 2026 manterá o mesmo número de partidas, mas será realizado em calendário mais longo, o que motivou a CBF a buscar maior flexibilidade nas regras de transferência de jogadores durante o torneio.
Copa do Brasil garantirá duas vagas na Libertadores a partir de 2026, para campeão e vice-campeão, e o comando da arbitragem deve ser trocado, com provável demissão de Rodrigo Cintra devido a críticas recorrentes sobre erros nas partidas.
Após promover mudanças significativas na Copa do Brasil, a Confederação Brasileira de Futebol (CBF) agora mira o regulamento do Brasileirão para 2026. O plano da confederação é ampliar o número de jogos que um atleta pode disputar por um clube antes de ser impedido de se transferir para outra equipe durante o campeonato.
Atualmente, a regra permite que um jogador dispute até seis partidas por um time. A nova proposta, já em debate com os clubes, é dobrar esse limite, passando para, no mínimo, 12 jogos.
Brasileirão mais longo pede flexibilidade
A CBF condicionou a definição final a uma consulta aos clubes. Uma parte deles defende uma janela ainda mais flexível, e é provável que o total de partidas que não inviabilize a transferência fique entre 12 e 13.
O Brasileirão 2026 terá o mesmo número de partidas, mas será disputado em um intervalo de tempo maior – com início previsto para 28 de janeiro e término em 2 de dezembro. A CBF entende que essa nova calendarização exige mais tempo e flexibilidade para clubes e atletas no mercado interno de transferências.
Mais vagas na Libertadores e crise na arbitragem
As reformulações nos torneios nacionais são uma tônica da Confederação:
- Copa do Brasil com duas vagas na Libertadores: Conforme antecipado pelo Estadão nesta quinta-feira, a Copa do Brasil passará a dar duas vagas para a Libertadores em 2026 – uma ao campeão e outra ao vice-campeão. Atualmente, apenas o vencedor garante lugar na competição continental.
- Mudança no comando da arbitragem: A CBF também planeja mudar o comando do setor. Rodrigo Cintra, o atual chefe da arbitragem e ligado ao presidente Ednaldo Rodrigues, deve ser demitido. Cintra enfrentou grande pressão na temporada devido aos recorrentes erros dos juízes.
Com informações da Agência Estado

