Esporte na Band

“Cheirei cocaína da minha medalha de ouro”, revela ciclista multicampeão

Campeão olímpico e da Volta da França expõe vício e arrependimentos em livro

Da redação
DA REDAÇÃO

11/10/2025 • 15:43 • Atualizado em 11/10/2025 • 15:43

Bradley Wiggins detalha traumas e altos e baixos da carreira em autobiografia “The Chain”

Bradley Wiggins detalha traumas e altos e baixos da carreira em autobiografia “The Chain”

Foto: reprodução Instagram

Resumo

Bradley Wiggins, ex-ciclista britânico e campeão olímpico, revelou seu uso de drogas e traumas pós-carreira em entrevista ao The Times e em sua autobiografia "The Chain".

Wiggins descreveu um episódio de autodestruição, onde usou cocaína em sua medalha de ouro de Londres-2012, expressando desprezo por suas conquistas esportivas.

O ex-atleta discutiu também sobre abusos na infância, violência doméstica, problemas financeiros e suspeitas de doping, assumindo responsabilidade por suas ações e desejando retomar o controle de sua história pessoal.

Um dos maiores nomes do ciclismo britânico, Bradley Wiggins revelou o mergulho em drogas e traumas pessoais que viveu após encerrar a carreira, em 2016. Campeão da Volta da França em 2012 e dono de cinco ouros olímpicos, o ex-ciclista contou ao The Times que chegou a cheirar cocaína em sua medalha de ouro de Londres-2012, em um momento de autodestruição.

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"Lá estava eu, em um armário, cheirando cocaína da minha medalha de ouro, zombando da minha conquista, odiando-a pelo que eu achava que ela havia me proporcionado", lembrou o britânico de 45 anos em entrevista ao jornal.

"Era como mijar no túmulo de alguém, e naquele momento, eu estava mijando no meu próprio. A medalha de ouro, a Volta da França... tudo isso estava morto para mim. A pessoa que eu tinha sido em Paris e em Londres estava morta para mim", disse o britânico de 45 anos.

Segundo Wiggins, o episódio ocorreu quando ele se trancou por duas semanas em um hotel em Londres, consumindo cerca de 120 gramas de cocaína. O relato faz parte de sua autobiografia, The Chain (“A corrente”, em tradução livre), que será lançada na Inglaterra no dia 23. No livro, ele também fala sobre abusos sofridos na infância, violência doméstica, problemas financeiros e suspeitas de doping em sua antiga equipe.

Mesmo ao expor os momentos mais sombrios, Wiggins diz querer assumir a responsabilidade por suas escolhas e recuperar o controle de sua história. “Sou vítima das minhas próprias decisões”, afirma o ciclista, que também relembra o auge da carreira: de Sydney-2000 ao Rio-2016, conquistou oito medalhas olímpicas e marcou seu nome entre os grandes do esporte.

* Com informações da Agência Estado

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