
Botafogo é o atual campeão da Libertadores
Vitor Silva/BFR
Desde 2010, a Copa Libertadores passou a ter um claro protagonista: o futebol brasileiro. Nas últimas 15 edições disputadas entre 2010 e 2024, os clubes do Brasil levantaram a taça em 11 oportunidades. Apenas quatro títulos escaparam desse cenário, três com clubes argentinos (River Plate em 2015 e 2018, San Lorenzo em 2014) e um com o Atlético Nacional, da Colômbia, em 2016.
O recorte mostra não apenas uma fase dominante, mas um período de hegemonia sustentado por investimento financeiro, estrutura de base, força de elencos e capacidade de contratação de grandes nomes do futebol sul-americano.
O Palmeiras foi campeão em 2020 e 2021, o Flamengo venceu em 2019 e 2022, o Atlético-MG em 2013, o Corinthians em 2012, e o Internacional em 2010. O Grêmio levou a taça em 2017, o Fluminense foi campeão em 2023 e o Botafogo conquistou o título em 2024, superando o Atlético-MG na final.
A soberania também tem se refletido nas fases decisivas. Em 2021, 2022 e 2024 inclusive, a decisão foi 100% verde e amarela, com Palmeiras x Santos, Flamengo x Athletico-PR e Botafogo x Atlético-MG, respectivamente. O número de semifinalistas brasileiros também cresceu, com três dos quatro semifinalistas sendo do país em algumas temporadas.
O poder de fogo financeiro dos clubes brasileiros, aliado à capacidade de repatriar jogadores em alto nível e formar elencos competitivos, transformou o torneio em um território dominado. Fora das quatro linhas, o cenário também aponta desequilíbrio: o Brasil tem mais representantes, melhores estádios, centros de treinamento modernos e receitas superiores a praticamente todos os adversários continentais.
Em 2025, a tendência se repete. Resta saber se alguém será capaz de quebrar esse ciclo que já dura uma década e meia.
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