
Futebol Forte União
Divulgação/ FFU
Quase todos times da Série B se juntaram para criticar a liga Futebol Forte União (FFU), antiga LFU. Os clubes alegam que a organização desvaloriza a segunda divisão nacional e não entrega tudo que foi prometido a eles.
Apenas Náutico e São Bernardo, que acabaram de subir para a Série B, não possuem contrato com a FFU. Eles entenderam que não valia a pena financeiramente aceitar a proposta. Agora os outros times também mostraram "insatisfação e profunda preocupação" com as negociações da FFU.
Os signatários dizem haver falhas na gestão dos contratos de transmissão, desvalorização da Série B como produto, depreciação do valor das cotas, falta de transparência nas negociações, riscos à sustentabilidade financeira dos times que disputam a competição.
Outro ponto polêmico é a reclamação de um suposto conflito de interesses de investidores da FFU, LiveMode e CazéTV. Segundo os clubes, essa parceria "gera dúvidas sobre a imparcialidade das decisões e a real defesa dos interesses coletivos". Além disso, dizem que esse arranjo teria contribuído para um desgaste institucional na relação com o Grupo Globo.
Fora da FFU, Náutico e São Bernardo negociaram os direitos de transmissão com a Globo, com intermediação da CBF, por entenderem que poderiam obter uma vantagem dessa forma.
Enquanto isso, os clubes da FFU afirmam que há um "descompasso alarmante" entre as promessas feitas no lançamento do projeto de liga e a realidade atual. A principal queixa diz respeito ao que classificam como "desvalorização institucional da Série B", que está, na avaliação dos dirigentes desses times, sendo tratada como um produto secundário em relação à Série A, com concentração desproporcional de esforços comerciais e de marketing na elite do futebol brasileiro.
Segundo os signatários, essa estratégia resultou na depreciação das cotas de transmissão e patrocínio, com valores considerados abaixo do potencial de mercado e da relevância histórica dos clubes envolvidos. O cenário é visto com preocupação diante do crescimento da indústria do futebol em outras ligas e mercados.
"O produto que oferecemos ao mercado é robusto, possui torcidas nacionais e alta competitividade, mas a atual postura da liderança trata a segunda divisão como um subproduto acessório, falhando em vender a relevância real da competição para o mercado publicitário e de mídia", argumentam.
O documento destaca a ausência de previsibilidade orçamentária e a inconsistência no cronograma de repasses. Os clubes afirmam não saber com antecedência nem os valores exatos que receberão nem as datas dos pagamentos, o que compromete o planejamento financeiro, a montagem de elencos e o cumprimento de obrigações trabalhistas e tributárias.
Os clubes alertam para um desequilíbrio na alocação de recursos dentro do bloco, que poderia, eles entendem, ferir o princípio da isonomia e afetar diretamente a competitividade esportiva da Série B.
Com Estadão Conteúdo
Não perca nenhum lance!
Leia o melhor do esporte de graça, direto no seu e-mail
Selecione os seus temas favoritos:

