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Esportes

COI bane atletas trans e intersexo de jogos femininos das Olimpíadas

Presença do gene SRY passa a ser critério de elegibilidade em Los Angeles 2028

2 min

26/03/2026 12:28 • Atualizado há 212 dias

COI bane atletas trans e intersexo de jogos femininos das Olimpíadas

O Comitê Olímpico Internacional (COI) anunciou nesta quinta-feira (26) uma política que restringe a participação de atletas trans nas categorias femininas dos Jogos Olímpicos. A partir de Los Angeles 2028, a elegibilidade será determinada por um teste genético único para identificar a presença ou ausência do gene SRY, localizado no cromossomo Y e associado ao desenvolvimento biológico masculino.

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Critérios e métodos de verificação

Segundo a nova diretriz, atletas com resultado positivo para o gene SRY não poderão competir na categoria feminina em eventos oficiais do COI. A medida atinge mulheres trans e atletas com diferenças no desenvolvimento sexual (DSD).

O exame será realizado uma única vez na vida do atleta, utilizando amostras de saliva, sangue ou swab bucal. O COI define o método como preciso e menos invasivo para a verificação do sexo biológico no alto rendimento. A regra não será aplicada ao esporte recreativo ou de base.

A política prevê exceções para casos como a Síndrome de Insensibilidade Completa aos Andrógenos (CAIS), desde que não existam vantagens relacionadas à testosterona. Entretanto, a presença do gene SRY é mantida como o fator determinante central para a maioria das modalidades.

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Histórico de casos

A nova política reflete debates ocorridos em edições anteriores dos Jogos Olímpicos, apesar de não haver registros de participação de atletas trans em Paris 2024 e outras edições.

Recentemente, a Federação Internacional de Atletismo já havia criado normas para limitar a participação de mulheres em situações genéticas semelhantes após as vitórias da sul-africana Caster Semenya.

Outro caso citado é o da argelina Imane Khelif, campeã de boxe em Paris-2024. Khelif é uma mulher intersexo e sofreu ataques e acusações durante a última Olimpíada. No ano anterior, a World Boxing já havia proibido sua participação no Campeonato Mundial com base em critérios de elegibilidade biológica.