
Argentina comemora a conquista do seu tricampeonato mundial
Kai Pfaffenbach/Reuters
Foi a final de Copa do Mundo mais emocionante da história. Poderia ter dado França, não fosse a defesa de Martínez no último lance. Poderia ter dado argentina no tempo normal, não fosse a defesa de Lloris no minuto 90. Acabou sendo tudo decidido nos pênaltis onde a Argentina, mais uma vez, como no jogo contra a Holanda, depois de deixar a vitória escapar, teve força mental para ser impiedosa nas penalidades.
Se a França tivesse vencido, provavelmente os brasileiros zombariam dos argentinos por terem “morrido na praia”. O Brasil seguiria penta com a Argentina ainda com dois títulos. E reforçaria a história de que o futebol europeu é superior, que não tem como derrotá-los. Mas Messi e companhia mostraram que “si, se puede”!
Com a Argentina campeã, ou melhor, tricampeã, a água começa a bater na supremacia brasileira. É preciso se mexer. Os argentinos mostraram nessa Copa que não é coisa de outro mundo passar por cima de seleções da Europa, como Holanda e França. E, acima de tudo, mostraram que organização, cumplicidade, variação tática e, claro, um supercraque no time, fazem toda a diferença.
Lionel Messi e Lionel Scaloni. Os xarás foram os nomes dessa conquista argentina. Messi por sua genialidade, liderança e poder de decisão. Scaloni pela humildade em fazer o simples, em mexer no time quando se faz necessário, por mostrar a cada jogador a importância de sua função para o todo.
De Paul, Molina, Montiel, Romero, Tagliafico, Otamendi, Alvarez, MacAllister, Fernandez, Dybala, Lautaro, todos peças fundamentais no esquema que teve como molho especial um goleiro fanástico, Emiliano Martínez, e os experientes Messi e Di María.
O Brasil pode aprender muito com essa conquista da Argentina, rever muitos dos seus conceitos e se reaproximar de suas origens. Scaloni era um técnico auxiliar que se cercou de bons parceiros para montar um time vencedor.
É hora de acabar com a fama dos super técnicos e fazer valer quem trabalha com correção e resiliência. É hora dos jogadores brasileiros tomarem consciência que é preciso jogar sério os 90, 120 minutos, nos pênaltis, em tudo. Caso contrário, o Brasil vai logo virar um Uruguai das Copas, um time simpático, com uma história incrível, mas que vale mais por seu passado do que pelo presente. E que nunca passa das quartas de final. Se é que já não virou.
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