Esporte na Band

Como a Coreia do Sul chega para enfrentar o Brasil

Invicta nas Eliminatórias, equipe asiática vive boa fase sob Hong Myung-Bo e aposta em Son como líder técnico em Seul

Matheus Gavazzi
MATHEUS GAVAZZI

07/10/2025 • 17:53 • Atualizado em 07/10/2025 • 17:53

Resumo

A Coreia do Sul vive boa fase sob o comando de Hong Myung-Bo. Após ficar um ano e cinco meses sem perder, a equipe chega confiante para o amistoso contra o Brasil, que será disputado na sexta-feira (10), às 8h (de Brasília), no Estádio Sang-am, em Seul.

A seleção asiática foi a única invicta nas Eliminatórias para a Copa do Mundo de 2026 e conta com uma base sólida, liderada por Kim Min-jae, zagueiro do Bayern de Munique, e pelo goleiro Bento, destaque da equipe.

O grande nome segue sendo Son Heung-min, do Los Angeles FC. Ídolo nacional, o atacante comanda uma geração talentosa que mistura juventude e experiência e tenta desafiar o favoritismo brasileiro em solo asiático.

Após ficar um ano e cinco meses sem perder, a Coreia do Sul chega embalada para o amistoso contra o Brasil, marcado para sexta-feira (10), às 8h (de Brasília), no Estádio Sang-am, em Seul. O confronto servirá como um importante teste para a equipe do técnico Hong Myung-Bo, que reassumiu o comando em julho de 2024 e vem acumulando bons resultados desde então.

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Nos últimos cinco jogos, os sul-coreanos somam três vitórias, um empate e apenas uma derrota, justamente para o Japão, adversário da Seleção Brasileira na próxima terça-feira (14). Em amistosos recentes, empataram em 2 a 2 com o México e venceram os Estados Unidos por 2 a 0.

O técnico Hong Myung-Bo é uma das figuras mais respeitadas do futebol asiático. Ele levou o país à medalha de bronze nos Jogos Olímpicos de Londres 2012 e comandou a seleção na Copa do Mundo do Brasil, em 2014.

Campanha invicta nas Eliminatórias

A classificação para a Copa do Mundo de 2026 veio sem sustos. A Coreia do Sul foi a única seleção asiática a garantir vaga de forma invicta nas Eliminatórias. Na segunda fase, liderou o grupo com China, Tailândia e Singapura, conquistando cinco vitórias e um empate.

Na etapa final, enfrentou Jordânia, Iraque, Omã, Palestina e Kuwait, somando seis vitórias e quatro empates, o suficiente para terminar na liderança do Grupo B. A defesa foi um dos pontos fortes: apenas quatro gols sofridos em dez partidas, reflexo de um sistema sólido comandado por Kim Min-jae, zagueiro do Bayern de Munique.

Son é o grande nome

Principal referência técnica e ídolo nacional, Son Heung-min segue como a grande estrela da equipe. O atacante do Los Angeles FC é considerado um dos maiores futebolistas asiáticos de todos os tempos. Após dez anos no Tottenham, onde conquistou a Liga Europa de 2025 e encerrou um jejum de 17 anos sem títulos do clube, o camisa 7 transferiu-se para a MLS por 22,4 milhões de euros, a maior contratação da história da liga norte-americana.

Ao lado de Hwang Hee-chan (Wolverhampton) e Lee Kang-in (PSG), forma um forte trio ofensivo. Kang-in, em especial, é visto como o sucessor natural de Son no papel de líder técnico da equipe.

Desafio diante do Brasil

O amistoso contra o Brasil, em Seul, será o principal teste da Coreia do Sul neste novo ciclo. A expectativa é de casa cheia e de uma equipe disciplinada, organizada e confiante para enfrentar uma das favoritas ao título mundial.

Hong Myung-Bo destacou a importância do duelo. “Enfrentar o Brasil é sempre um privilégio. Queremos competir de igual para igual e mostrar o quanto evoluímos”, afirmou o treinador, que tenta manter a escrita invicta.

Antes do revés para o Japão, em 15 de julho de 2025, a Coreia do Sul havia ficado um ano e cinco meses sem perder, desde a derrota para a Jordânia em 6 de fevereiro de 2024, pela semifinal da Copa da Ásia. Nesse período, somou oito vitórias e dois empates entre Eliminatórias e amistosos.