Resumo
A desistência da seleção do Irã da Copa do Mundo de 2026 foi anunciada oficialmente após tensões militares com Estados Unidos e Israel, sendo confirmada pelo governo iraniano devido ao assassinato do aiatolá Ali Khamenei, enquanto o presidente Trump declarou indiferença ao boicote.
A recusa iraniana foi influenciada também por divergências culturais quanto Sop "Pride Game" em Seattle, com oposição de Irã e Egito à partida em homenagem à comunidade LGBT+, e críticas do hints da Federação Iraniana de Futebol à iniciativa.
A vaga do Irã, conquistada nas Eliminatórias asiáticas, está sob análise da Fifa, que avalia substituir o país pelo Iraque ou Emirados Árabes Unidos, enquanto a guerra impactou a logística da repescagem e a liderança do Irã foi assumida por Mojtaba Khamenei.
A participação da seleção do Irã na Copa do Mundo de 2026 foi cancelada oficialmente nesta quarta-feira (11). O anúncio ocorreu após uma escalada de tensões militares e diplomáticas envolvendo os Estados Unidos e Israel. O governo iraniano confirmou que não enviará sua equipe para o torneio, que tem sedes em território norte-americano, canadense e mexicano, a partir de 11 de junho.
O motivo da desistência e as declarações oficiais
A decisão de boicotar o Mundial foi comunicada pelo ministro dos esportes do Irã, Ahmad Doyanmali, que citou o recente ataque que culminou na morte do aiatolá Ali Khamenei como o ponto central para a retirada.
Dado que este governo corrupto (os Estados Unidos) assassinou nosso líder, não há condições para que participemos da Copa do Mundo - declarou o ministro dos Esportes do Irã.
A desistência ocorre poucas horas após o presidente da Fifa, Gianni Infantino, publicar uma mensagem indicando que o presidente Donald Trump havia garantido a recepção dos atletas.
"O presidente Trump reiterou que a seleção iraniana é, obviamente, bem-vinda para competir no torneio nos Estados Unidos", escreveu Infantino.
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Por outro lado, o presidente norte-americano demonstrou indiferença quanto ao boicote em declarações recentes: "Acho que o Irã é um país muito derrotado. Eles estão à beira do colapso", disse Trump.
Impasse sobre o "Pride Game" em Seattle
Além das questões bélicas, a logística do torneio já enfrentava resistências culturais. O Irã, alocado no Grupo G, enfrentaria o Egito em Seattle no dia 26 de junho, data reservada para o "Pride Game" (Jogo do Orgulho), dedicado à comunidade LGBT+.
As duas seleções se opuseram à iniciativa devido a preceitos religiosos e legais. O presidente da Federação Iraniana de Futebol, Mehdi Taj, afirmou: "É uma decisão irracional que favorece um grupo em particular".

Irã é sorteado durante evento de definição de grupos da Copa do Mundo. Foto: REUTERS/Carlos Barria/File Photo
Quem assume a vaga do Irã na Copa do Mundo?
O Irã foi uma das primeiras seleções a garantir vaga nas Eliminatórias asiáticas, alcançando seu quarto Mundial consecutivo. Com a desistência, a Fifa analisa os critérios de substituição:
- Iraque: Como representante asiático na repescagem intercontinental, o país é o principal candidato à vaga.
- Emirados Árabes Unidos: Pode assumir o posto caso o Iraque herde a vaga direta do Irã.
- Repescagem: O Iraque tem jogo marcado para 31 de março contra o vencedor de Bolívia e Suriname, em Monterrey, mas solicitou o adiamento devido às dificuldades de trânsito aéreo causadas pela guerra.
Entenda o conflito e o impacto no Mundial
As hostilidades intensificaram-se em 28 de fevereiro, com ataques de Estados Unidos e Israel a instalações nucleares iranianas. O conflito resultou na substituição da liderança suprema do Irã por Mojtaba Khamenei e gerou impactos econômicos globais no preço do petróleo.
A Fifa, que mantém reuniões internas para monitorar os desenvolvimentos ao redor do mundo, ainda não se manifestou oficialmente sobre como será preenchida a lacuna deixada pelo Irã no Grupo G.
O secretário-geral da entidade, Mattias Grafstrom, declarou que a organização vai "acompanhar os desenvolvimentos em torno de todas as questões ao redor do mundo".
Com informações da Estadão Conteúdo

