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Como funciona Wimbledon? Entenda o formato, tie-break e prêmios

Grand Slam em Londres dura 14 dias, tem tie-break de 10 pontos e regras rígidas de vestimenta

Da redação
DA REDAÇÃO

28/06/2026 • 12:00 • Atualizado em 28/06/2026 • 12:00

Como funciona Wimbledon? Entenda o formato, tie-break e prêmios

Como funciona Wimbledon? Entenda o formato, tie-break e prêmios

Andrew Couldridge/Reuters

Wimbledon, o torneio de tênis mais antigo do mundo e único Grand Slam disputado em quadras de grama, acontece ao longo de 14 dias em Londres entre o fim de junho e o início de julho.

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Com formato tradicional, regras específicas e troféus simbólicos, o evento de 2026 começa nesta segunda-feira (29) e terá o brasileiro João Fonseca entre os destaques.

Entenda o formato e regras do torneio

Disputado no All England Lawn Tennis Club, no distrito de Wimbledon, o torneio reúne 128 jogadores nas chaves principais de simples masculina e feminina.

O sistema é de eliminação simples: quem perde está fora, até a definição dos campeões.

As partidas de simples masculina seguem o formato de melhor de cinco sets, enquanto os jogos da chave feminina são disputados em melhor de três sets. Cada set é vencido pelo jogador que alcançar primeiro seis games, com diferença mínima de dois games para o adversário.

Para evitar partidas excessivamente longas no set decisivo, Wimbledon adota o tie-break de 10 pontos, conhecido como super tie-break. O desempate é acionado quando o placar do set final chega a 6/6 e consagra vencedor quem atingir 10 pontos primeiro, desde que mantenha vantagem de pelo menos dois pontos.

Toby Melville/Reuters

Toby Melville/Reuters

As tradições históricas do Grand Slam

Fundado em 1877, Wimbledon construiu uma identidade marcada por rituais e símbolos que o diferenciam dos demais torneios do calendário.

  • Todos os tenistas devem atuar com roupas inteiramente brancas ou quase totalmente brancas, tanto em treinos quanto em partidas. O código de vestimenta, formalizado em 1963, admite apenas detalhes coloridos discretos e impede marcas comerciais chamativas. Desde 2023, o regulamento foi flexibilizado para permitir que jogadoras utilizem shorts térmicos de cores escuras ou médias por baixo das saias, medida pensada para reduzir o estresse durante o período menstrual;
  • Nas arquibancadas e gramados, a sobremesa tradicional é a combinação de morangos frescos com creme. A prática se consolidou como marca gastronômica do torneio e, segundo registros históricos, tem origem em banquetes ligados à corte do rei Henrique VIII, o que ajudou a popularizar o prato no país;
  • Localizado na extremidade sul da quadra central, o Royal Box recebe membros da Família Real britânica e convidados ilustres. Por décadas, jogadores se curvavam ao camarote ao entrar e sair de quadra, mas desde 2003 a reverência só é exigida quando o Rei ou o Príncipe de Gales estão presentes.

A tecnologia nas quadras e as taças do torneio

Apesar da forte ligação com o passado, Wimbledon incorporou recursos tecnológicos e ajustes operacionais para lidar com o clima e com a modernização do esporte.

Na Quadra Central, um teto retrátil inaugurado em 2009 permite cobrir a arena em cerca de 20 minutos, reduzindo atrasos causados pela chuva.

Sob iluminação artificial, o torneio também segue uma regra rígida de toque de recolher às 23h, o que obriga o encerramento das partidas antes desse horário para preservar a rotina dos moradores da região.

A partir de 2025, o torneio passou por uma mudança histórica ao eliminar os tradicionais juízes de linha. A função, antes exercida por cerca de 300 profissionais em quadra, foi substituída por um sistema de marcação eletrônica em tempo real, baseado em tecnologia, instalado em todas as quadras.

Os troféus entregues aos campeões de simples também reforçam a aura clássica do evento. O vencedor da chave masculina recebe uma taça de prata dourada com um abacaxi no topo da tampa, peça que se tornou um dos símbolos mais reconhecíveis do torneio.

Já a campeã de simples feminina ergue uma salva de prata esterlina ricamente decorada com figuras mitológicas, conhecida mundialmente como Venus Rosewater Dish.

Foto: divulgação

Foto: divulgação

Wimbledon

João Fonseca em Wimbledon 2026

Em 2026, o jovem carioca João Fonseca chega a Wimbledon consolidado como número 1 do Brasil e uma das principais promessas do circuito. Aos 19 anos, ele é um dos 24 principais cabeças de chave do campeonato em Londres.

Fonseca desembarca na temporada de grama impulsionado pela campanha histórica em Roland Garros 2026, quando alcançou as quartas de final de um Grand Slam pela primeira vez na carreira.

No saibro parisiense, o brasileiro chamou atenção ao derrotar de virada o multicampeão Novak Djokovic na terceira rodada.

Em Wimbledon, o carioca tenta transformar essa confiança em resultados melhores na grama. Em 2025, ele disputou a chave principal pela primeira vez e alcançou a terceira rodada.

Agora, com mais experiência, ele busca melhor adaptação ao piso de grama e tenta superar seu desempenho no grand slam londrino.

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