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Como o brasileiro acompanha o futebol e o entretenimento digital em tempo real

Segunda tela, streaming e dados ao vivo mudaram o jeito de acompanhar o futebol no Brasil. Veja os números

4 min

23/09/2026 11:24 • Atualizado há 31 dias

Como o brasileiro acompanha o futebol e o entretenimento digital em tempo real

Essa mudança não é impressão de quem trabalha com esporte, mas aparece nas pesquisas oficiais sobre conectividade e nos estudos de audiência. Esses dados descrevem um público que não trocou um meio por outro, mas aprendeu a usar vários ao mesmo tempo.

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Quase toda a população está conectada, e quase sempre pelo celular

A base desse comportamento é a infraestrutura. Segundo a PNAD Contínua TIC 2025, divulgada pelo IBGE em julho de 2026, 90,5% da população de 10 anos ou mais usou a internet, o equivalente a 168,7 milhões de pessoas. Foi a primeira vez que o país ultrapassou os 90% na série histórica, iniciada em 2016 com 66%.

O aparelho que sustenta esse acesso é quase sempre o mesmo. O celular estava presente em 97,4% dos domicílios brasileiros e, entre as 167,4 milhões de pessoas com telefone pessoal, 98,1% acessavam a internet pelo próprio aparelho.

A pesquisa TIC Domicílios 2025, do CGI.br, acrescentou ainda que 65% dos usuários acessam a rede exclusivamente pelo celular, cinco pontos percentuais a mais que na edição anterior.

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Quando a única tela disponível é a do bolso, ela precisa dar conta de tudo ao mesmo tempo, da transmissão à conversa sobre ela.

O que a Copa de 2026 mostrou sobre o consumo esportivo?

O Mundial deu escala a esse arranjo. Levantamento encomendado pela Confederação Brasileira de Futebol indicou que 77% dos brasileiros acompanham futebol por algum meio, sendo 27% por streaming, e pesquisa da Kantar apontou que 31% pretendiam assistir aos jogos da Copa por plataformas digitais, com 23% citando as redes sociais.

Os números de audiência confirmaram a projeção. Segundo a LiveMode, o pico combinado entre TV aberta e YouTube nos cinco primeiros jogos da Seleção cresceu 21,7% em relação ao mesmo recorte de 2022, passando de 43,7 milhões para 53,2 milhões de espectadores estimados.

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A CazéTV, que transmitiu gratuitamente os 104 jogos do torneio, mais que triplicou o pico médio de dispositivos conectados nas partidas do Brasil, de 5,3 milhões em 2022 para 17,4 milhões em 2026.

O ponto relevante não é a disputa entre meios, e sim a soma. A Samsung Ads Brasil identificou que 66% das smart TVs conectadas alternaram entre canais lineares e plataformas digitais ao longo do torneio, somando mais de 56 milhões de horas de consumo. A mesma casa, o mesmo jogo, duas fontes diferentes.

Por que o tempo real virou o centro da experiência?

Se a partida ocupa uma tela, a informação ocupa a outra. Antes da Copa, estudo da MiQ estimava que 76% dos torcedores brasileiros usariam uma segunda tela móvel durante os jogos, e levantamento do InstitutoZ apontou que 74% da geração Z assistia às partidas enquanto usava redes sociais.

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O que esse público busca no celular é bastante específico:

  • placares e estatísticas atualizados minuto a minuto;
  • escalações confirmadas e mudanças de última hora;
  • horários e transmissões de partidas simultâneas;
  • reação social, cortes e comentários ao vivo.

É por isso que páginas de agenda esportiva viraram ponto de partida do dia para muita gente. Consultar os jogos de hoje se tornou um hábito tão rotineiro quanto conferir a previsão do tempo, especialmente em um calendário nacional que empilha Brasileirão, Copa do Brasil e competições continentais na mesma semana.

O que ocupa a segunda tela além do jogo

A atenção do torcedor não se distribui de maneira uniforme ao longo da transmissão. Pré-jogo, intervalo e momentos de menor intensidade funcionam como janelas curtas, e é nelas que o consumo se diversifica.

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A lógica desses espaços é sempre a mesma: sessão breve, retorno rápido à partida, nada que exija atenção prolongada. Isso abrange vídeos curtos, enquetes, bastidores, ligas de fantasy, joguinhos de celular e de cassino online, como o Fortune Rabbit, entre outros.

O que o usuário checa antes de confiar em uma plataforma?

Quanto maior a oferta, mais o público precisa filtrar. Velocidade de carregamento no celular, clareza das regras, meios de pagamento reconhecidos e identificação de quem está por trás do serviço passaram a pesar tanto quanto o conteúdo em si.

A conta faz sentido para quem depende de pacote de dados: a TIC Domicílios registrou que 39% das pessoas com celular ficaram sem internet móvel ao menos uma vez em três meses.

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Em alguns segmentos, essa checagem tem endereço certo. Desde 1º de janeiro de 2025, a Lei nº 14.790/2023 exige autorização da Secretaria de Prêmios e Apostas do Ministério da Fazenda para qualquer operação de apostas de quota fixa no país, e a lista oficial de empresas autorizadas é pública no portal gov.br/fazenda.

Categorias bastante pesquisadas, como a de plataforma de 5 reais, tratam de valores mínimos de movimentação, mas o critério anterior a qualquer comparação é outro: verificar se a empresa consta dessa lista e opera com domínio terminado em ".bet.br".

O retrato que se forma é o de um público conectado, acostumado a alternar meios e cada vez mais exigente com a procedência da informação que recebe. Entender como o brasileiro acompanha o futebol e o entretenimento digital em tempo real é, no fundo, entender como a atenção se organiza no país.

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Ministério da Fazenda adverte: Apostar pode causar dependência. Proibido para menores de 18 anos.