
Seleção Brasileira
rafaelribeirorio / CBF
O sorteio da Copa do Mundo de 2026, realizado nesta sexta-feira (5) em Washington, nos Estados Unidos, mexeu imediatamente com a paixão e a ansiedade do torcedor brasileiro, gerando uma pergunta que dominou o Google: “Que dia tem jogo do Brasil?”.
A pergunta ganhou força e esteve entre as mais feitas no buscador sobre a Seleção Brasileira, com um aumento de ao menos 200% nas últimas 24 horas no buscador.
A Seleção Brasileira, comandada por Carlo Ancelotti, já conhece os adversários do Grupo C e as datas dos três jogos da fase inicial da Copa do Mundo de 2026, que será disputada no Canadá, Estados Unidos e México. Os horários oficiais serão divulgados pela FIFA, mas no Brasil as partidas devem começar às 13h, 16h, 19h ou 22h.
Jogos do Brasil na Fase de Grupos
1. Brasil x Marrocos• Data: 13 de junho (sábado)• Horário: a confirmar• Local: a confirmar (EUA)• Adversário: Marrocos (Pote 2)
2. Brasil x Haiti• Data: 19 de junho (sexta-feira)• Horário: a confirmar• Local: a confirmar (EUA)• Adversário: Haiti (Pote 4)
3. Brasil x Escócia• Data: 24 de junho (quarta-feira)• Horário: a confirmar• Local: a confirmar (EUA)• Adversário: Escócia (Pote 3)
Com o calendário definido, o Brasil estreia no dia 13 de junho contra o Marrocos, o rival mais forte da chave. Depois encara o Haiti em 19 de junho e encerra a fase de grupos diante da Escócia em 24 de junho.
A Seleção disputará todas as partidas em cidades dos Estados Unidos, em possíveis sedes como Boston, Nova Jersey/Nova York, Filadélfia, Miami ou Atlanta. Os locais exatos e os horários serão oficializados pela FIFA neste sábado (6).
Marrocos, Haiti e Escócia: Reencontros e Estreia
O grupo brasileiro reúne adversários de perfis bem distintos e que carregam histórias interessantes contra a Seleção. Marrocos, por exemplo, será o primeiro desafio e chega como a equipe mais forte da chave.
Depois do histórico quarto lugar na Copa de 2022, os marroquinos vivem seu melhor momento, têm Achraf Hakimi como principal referência e levam vantagem no encontro mais recente entre as seleções, quando venceram o Brasil por 2 a 1 em 2023. Em Mundiais, no entanto, será apenas o segundo duelo — o primeiro foi em 1998, com vitória brasileira por 3 a 0.
A Escócia, por sua vez, retorna ao palco mundial após 28 anos. O reencontro com os escoceses revive um retrospecto favorável ao Brasil: foram três confrontos em Copas, todos com vitória brasileira. O time chega mais competitivo do que nas décadas anteriores, liderou seu grupo nas Eliminatórias e tem no lateral Andy Robertson, do Liverpool, seu principal nome.
Já o Haiti completa o trio. É o adversário mais fraco no papel, ocupa a 84ª posição no ranking da FIFA e disputa apenas sua segunda Copa. Os países nunca se enfrentaram em Mundial, mas guardam a lembrança do “Jogo da Paz”, em 2004, quando o Brasil venceu por 6 a 0 em Porto Príncipe.
O Caminho do Brasil até o Hexa
Com o grupo definido, o caminho até o título também começa a ganhar forma. A Copa de 2026 terá 48 seleções e uma fase extra (a Rodada de 32) antes mesmo das oitavas de final, o que faz com que o campeão dispute oito partidas no total.
Se avançar em primeiro lugar, o Brasil enfrentará na Rodada de 32 o segundo colocado do Grupo F, que reúne Países Baixos, Tunísia, Japão e uma seleção da repescagem europeia, como Ucrânia ou Suécia. Uma vitória leva às oitavas, marcadas para 5 de julho, onde a Seleção pode encontrar rivais de peso como Alemanha ou França.
As quartas de final, em 11 de julho, projetam um dos cruzamentos mais aguardados do torneio: um possível Brasil x Inglaterra, caso os dois cumpram o esperado e liderem seus grupos.
Já o duelo contra a Argentina (atual campeã mundial) só poderia ocorrer nas semifinais ou na final, já que as principais seleções foram distribuídas em lados opostos da chave devido ao ranking da FIFA.
Esse sorteio chega em um momento de reconstrução. Depois da pior campanha da história nas Eliminatórias (com o Brasil terminando em quinto lugar), a Seleção tenta virar a página para retomar o protagonismo.
A presença de Neymar, aos 33 anos, ainda é incerta, mas o comando de Carlo Ancelotti colocou em evidência a nova geração. O jovem Estêvão, de 18 anos, do Chelsea, divide com Vinícius Júnior a artilharia da era Ancelotti e simboliza essa mudança de ciclo. A missão agora é transformar a instabilidade recente em força para buscar o Hexa em 2026.
Não perca nenhum lance!
Leia o melhor do esporte de graça, direto no seu e-mail
Selecione os seus temas favoritos:

