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Esportes

Copa de 2026 terá salas sensoriais para autistas em todos os estádios

Fifa cria ambientes inclusivos para pessoas com autismo, demência, ansiedade e outras dificuldades "invisíveis"

2 min

22/05/2026 22:20 • Atualizado há 155 dias

Copa de 2026 terá salas sensoriais para autistas em todos os estádios

A Fifa anunciou que todos os 16 estádios da Copa do Mundo de 2026 contarão com salas sensoriais, em uma iniciativa inédita voltada a torcedores atípicos, com “necessidades e deficiências invisíveis”.

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O projeto envolve a ONG KultureCity, apresentada como líder global em acessibilidade e inclusão para pessoas com deficiências invisíveis. A iniciativa garantirá ao torneio a certificação internacional "Sensory Inclusive".

As salas sensoriais foram projetadas para receber pessoas com dificuldades de lidar com estímulos, como luz, som e movimentação. Os ambientes terão iluminação reduzida, menos ruído, recursos táteis e assentos confortáveis.

Segundo a entidade, todas as salas contarão ainda com televisões com conteúdo visual calmante, pensado para promover relaxamento e ajudar na regulação sensorial. Esses espaços ficarão dentro dos estádios ou em áreas de experiência do torcedor.

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Objetivo é ampliar acessibilidade

De acordo com a Fifa, entre 5% e 16,5% da população mundial apresenta necessidades de processamento de estímulos sensoriais. Em eventos esportivos, o barulho intenso, a movimentação constante e a grande concentração de pessoas podem dificultar a permanência desse público nas arquibancadas.

"O futebol une o mundo, e o nosso objetivo é ajudar todos a participarem do esporte - seja como jogador ou como torcedor. Estamos orgulhosos de que a Copa do Mundo da Fifa 2026 seja o primeiro torneio da história a receber a designação de Sensorialmente Inclusivo", afirmou Heimo Schirgi, diretor de operações da Copa.

Ele acrescentou que, com os recursos oferecidos, torcedores com necessidades sensoriais poderão "desfrutar do jogo bonito pessoalmente conosco na maior Copa do Mundo da Fifa até agora".

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Especialista vê avanço na inclusão

Para a diretora de operações e projetos da agência End to End, Danielle Vilhena, a medida sinaliza uma mudança de patamar na forma como o esporte trata a acessibilidade.

"A decisão da Fifa mostra uma evolução importante do esporte global: a experiência acessível e a inclusão real. Quando uma Copa do Mundo implementa salas sensoriais, audiodescrição e recursos de acessibilidade em escala global, ela envia uma mensagem muito forte para toda a indústria esportiva sobre pertencimento e democratização do acesso ao espetáculo", analisou.

Na visão dela, "é um movimento que reforça que o esporte deve ser pensado para todos, permitindo que mais pessoas possam fazer parte da experiência, viver a emoção do evento e se conectar genuinamente com esse momento".

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Com Estadão Conteúdo

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