
Memphis ainda não renovou com o Corinthians
Rodrigo Coca / Corinthians
Resumo
Negociação de renovação contratual entre Corinthians e Memphis Depay permanece indefinida, impedindo a participação do atacante no jogo contra o Rosario Central pelas oitavas de final da Libertadores e mantendo o jogador afastado do elenco principal, realizando apenas treinos individuais.
Impasse contratual envolve busca da diretoria por garantias financeiras de parceiros para custear salários de R$ 1,9 milhão mensais até 2028, além do parcelamento de dívida de R$ 42 milhões com o atleta, podendo chegar a R$ 77 milhões em caso de acionamento judicial junto à Fifa.
Pressão política interna no Corinthians se intensifica com divergências entre dirigentes sobre a permanência do jogador, incluindo membros da base de apoio do presidente Osmar Stábile, que enfrenta oposição ao negócio em ano eleitoral no clube.
O Corinthians segue sem concretizar a renovação contratual de Memphis Depay e dificilmente contará com o atacante para o confronto contra o Rosario Central, nesta quinta-feira (13), às 21h30, na Argentina, válido pela partida de ida das oitavas de final da Libertadores. Mesmo na hipótese de a assinatura ocorrer ainda nesta terça-feira (11), a tendência é que o holandês não viaje com a delegação alvinegra.
O atleta desembarcou em São Paulo no dia 4 de agosto com a expectativa de selar o novo vínculo logo após a realização dos exames médicos. Embora tenha sido aprovado nos testes físicos no Hospital Sírio-Libanês e no CT Joaquim Grava, o jogador viu as tratativas entrarem em um cenário arrastado.
Neste momento, Memphis não frequenta o centro de treinamento junto ao restante do elenco, mantendo apenas rotina de trabalhos individuais acompanhado por um preparador físico particular.
Garantias financeiras e renegociação de dívida
O entrave para a assinatura do contrato válido até 2028, que visa substituir o vínculo anterior encerrado em 31 de julho, está na busca da diretoria por garantias junto a parceiros financeiros para custear o atleta. O novo modelo prevê vencimentos de R$ 1,9 milhão mensais, valor inferior aos R$ 3,5 milhões praticados no contrato passado.
A proposta de renovação também estabelece o parcelamento de uma dívida de R$ 42 milhões do clube com o jogador, aliviando o caixa corintiano a curto prazo. Caso o desfecho seja negativo, o atacante poderá acionar a Fifa de imediato para cobrar os valores devidos, montante que pode atingir R$ 77 milhões após a incidência de juros.
Pressão política na diretoria
A negociação também gera divergências internas no Parque São Jorge. Parte da diretoria corintiana se opõe à permanência do holandês e pressiona o presidente Osmar Stábile. O grupo de oposição ao negócio inclui membros da própria base de apoio do mandatário, que tem eleição marcada para o mês de novembro.
Com informações da Estadão Conteúdos
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