Resumo
O clima político no Corinthians se agravou após conselheiros e associados protocolarem um pedido formal de impeachment contra o presidente Osmar Stábile, alegando supostas irregularidades que comprometeriam a saúde financeira do clube.
A principal acusação refere-se ao acordo firmado em janeiro de 2026 com a Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional, no qual a diretoria ofereceu a sede social como garantia de dívida de R$ 1,2 bilhão, sem aprovação dos conselheiros, contrariando o Estatuto Social.
O documento, assinado por nomes influentes como Antonio Roque Citadini, também cita a existência de funcionários fantasmas, atraso na divulgação do balanço financeiro e falta de transparência na administração, cabendo agora ao presidente do Conselho Deliberativo, Leonardo Pantaleão, encaminhar o pedido à Comissão de Ética.
O clima político no Corinthians atingiu o ponto de ebulição na manhã desta quarta-feira (15). Um grupo de conselheiros e associados protocolou, junto ao Conselho Deliberativo, um pedido formal de impeachment contra o presidente Osmar Stábile. A informação foi divulgada inicialmente pelo Uol.
O documento solicita o afastamento cautelar do dirigente para a apuração de supostas irregularidades que comprometeriam a saúde financeira da instituição.
O estopim: oneração irregular do Parque São Jorge
A base principal do pedido de destituição refere-se a um acordo firmado em janeiro de 2026 com a Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional (PGFN). Para regularizar uma dívida de R$ 1,2 bilhão, a diretoria ofereceu a sede social do clube — avaliada em R$ 602,2 milhões — como garantia.
Segundo os autores do pedido, o ato violou o Artigo 3º do Estatuto Social. A norma exige a aprovação de, no mínimo, dois terços dos conselheiros para onerar imóveis do clube, rito que não teria sido seguido pela gestão de Stábile. O grupo classifica a ação como uma das "graves violações estatutárias e legais que comprometeriam a integridade e a saúde financeira da instituição".

Osmar Stábile, presidente do Corinthians. Foto: Rodrigo Coca / Corinthians
"Funcionários fantasmas" e falta de transparência
O documento também apresenta outras acusações graves contra a atual diretoria:
- Gestão de Recursos: Citação da admissão do próprio presidente, em entrevista, sobre a existência de "funcionários fantasmas" na folha de pagamento.
- Omissão de Dados: Descumprimento do prazo legal para a divulgação do balanço financeiro de 2025, que deveria ter sido publicado até março de 2026.
- Falta de Transparência: Requerimentos sobre a manutenção e administração da Arena do Corinthians, além da política de ingressos, teriam sido sistematicamente ignorados.
Próximos passos e assinaturas
O pedido é assinado por nomes influentes da política alvinegra, incluindo Antonio Roque Citadini, Marcelo Kahan Mandel, Fernando Perino, Yun Ki Lee, entre outros.
Com o afastamento de Romeu Tuma Jr., cabe agora a Leonardo Pantaleão, comandante do Conselho Deliberativo, encaminhar o documento à Comissão de Ética em um prazo de cinco dias. Até o momento, o presidente Osmar Stábile não se posicionou oficialmente sobre o protocolo.
Com informações da Estadão Conteúdo
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