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Em crise, Corinthians avalia empréstimo de R$ 100 milhões para encerrar o ano

Clube vive dificuldades financeiras, tem dívida bilionária e busca antecipar receitas da Liga Forte União para manter compromissos

Da redação
DA REDAÇÃO

05/11/2025 • 15:55 • Atualizado em 05/11/2025 • 16:06

Osmar Stábile, presidente do Corinthians

Osmar Stábile, presidente do Corinthians

Rodrigo Coca/Agência Corinthians

Resumo

O Corinthians considera tomar um empréstimo de R$ 100 milhões com a Liga Forte União para cobrir despesas imediatas, conforme discussão no Conselho de Orientação. O clube enfrenta uma dívida total de R$ 2,7 bilhões.

O presidente Osmar Stábile revelou que o clube não possui fundos para os meses de novembro e dezembro. A dívida com a LFU seria paga através da antecipação das cotas de TV, com parcelas previstas para 2026.

A crise financeira também afeta o departamento de futebol, impedindo o clube de registrar novos jogadores devido a um transfer ban da Fifa, causado por dívidas anteriores. A maior delas é com o Santos Laguna, pela compra do jogador Félix Torres.

O Corinthians enfrenta sérias dificuldades financeiras e avalia um empréstimo de cerca de R$ 100 milhões junto à Liga Forte União (LFU) para conseguir quitar despesas até o fim do ano. A alternativa foi discutida durante a reunião do Conselho de Orientação (Cori), em 29 de outubro, no Parque São Jorge.

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De acordo com a ata da reunião, à qual o Estadão teve acesso, o presidente Osmar Stábile admitiu que o clube não tem recursos suficientes para os meses de novembro e dezembro. A dívida total da equipe alvinegra já chega a R$ 2,7 bilhões, a maior entre os clubes brasileiros.

“A situação financeira é crítica. O Corinthians não tem caixa para os dois últimos meses do ano”, disse Stábile aos conselheiros, segundo o documento.

Clube quer antecipar receitas da LFU

O empréstimo seria quitado com a antecipação das cotas de TV que o Corinthians tem a receber da Liga Forte União, com taxa de CDI (14,9%) + 3%. O valor seria abatido em duas parcelas de cerca de R$ 36 milhões em 2026.

A proposta foi aprovada por unanimidade pelo Cori e aguarda agora análise do Conselho Deliberativo. O clube já tem um empréstimo anterior de R$ 150 milhões com a LFU, cujo pagamento é descontado anualmente — cerca de R$ 30 milhões por ano — das cotas de transmissão previstas até 2029.

Dívida crescente e orçamento revisado

Com o agravamento da crise, o Corinthians revisou o orçamento de 2025. A nova diretoria projeta déficit de R$ 83 milhões, revertendo a estimativa de superávit de R$ 34 milhões feita pela antiga gestão de Augusto Melo, afastado após impeachment.

Uma das metas da atual gestão é renegociar o naming rights da Neo Química Arena, firmado com a Hypera Pharma em 2020. O contrato atual, de aproximadamente R$ 300 milhões até 2040, é considerado defasado, e o clube busca um novo acordo com valor até três vezes maior.

Transfer ban e impacto no futebol

Os problemas financeiros também impactam diretamente o departamento de futebol. O Corinthians está impedido de registrar novos jogadores por conta de um transfer ban imposto pela Fifa, decorrente de dívidas em negociações passadas.

O maior débito é com o Santos Laguna, do México, referente à compra do zagueiro Félix Torres, no valor de R$ 33 milhões — que já ultrapassa R$ 40 milhões com juros. Outras pendências, envolvendo Maycon, Matías Rojas e Rodrigo Garro, elevam o total devido a cerca de R$ 120 milhões.

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Com Agência Estado