
Osmar Stabile, presidente do Corinthians
Rodrigo Coca / Corinthians
Resumo
O Corinthians projeta fechar 2026 com superávit de R$ 12 milhões, após déficit acumulado de R$ 180 milhões em 2025, dependendo ainda de aprovação do Conselho para o novo orçamento.
Ajuste de despesas será realizado principalmente no departamento de futebol, com corte de R$ 81 milhões em gastos com pessoal e redução total de R$ 90 milhões, além de contenção na folha geral de pagamento, que passará de R$ 505 milhões para R$ 410 milhões.
Venda de jogadores tem meta de arrecadação de R$ 151 milhões, expectativa de aumento de 47% em patrocínios totalizando R$ 255 milhões, direitos de TV estimados em R$ 335 milhões e receita global prevista de R$ 806 milhões para 2026, 13% superior ao projetado para 2025.
O Corinthians planeja fechar o ano de 2026 com as contas no azul, projetando um superávit de R$ 12 milhões. Essa projeção orçamentária ainda será votada pelo Conselho e surge após um 2025 conturbado, que resultou em um déficit acumulado de R$ 180 milhões até setembro, conforme balanço divulgado na última sexta-feira.
A base da estratégia é um corte rigoroso de despesas, com no departamento de futebol. O clube planeja reduzir o gasto com pessoal (incluindo jogadores, direitos de imagem, encargos e benefícios) de R$ 435 milhões para R$ 354 milhões, uma diminuição de R$ 81 mi Somados a outros custos operacionais, como serviços e jogos, o corte total previsto no futebol chega a R$ 90 milhões.
Na folha de pagamento geral, que abrange todos os setores do Corinthians, a redução segue a mesma proporção: queda de R$ 505 milhões para R$ 410 milhões. A busca por soluções de austeridade levou o presidente Osmar Stabile a cogitar cortes no clube social, incluindo a descontinuação de modalidades como o futsal, mas a ideia foi abortada após forte repercussão negativa.
Timão planeja vender atletas para fazer caixa
Para impulsionar o caixa e compensar o déficit, o orçamento estabelece uma meta de R$ 151 milhões em vendas de jogadores.
Do lado das receitas fixas, o clube prevê um aumento significativo em patrocínios, com a expectativa de arrecadar R$ 255 milhões, um aumento de 47% em relação a 2025. Os direitos de TV estão estimados em R$ 335 milhões, embora o documento não detalhe metas esportivas que influenciam esse montante.
Sem contabilizar a meta de transferência de atletas, o Corinthians espera atingir uma receita total de R$ 806 milhões em 2026, o que representa um crescimento de 13% comparado aos R$ 711 milhões projetados para a atual temporada.
*Com Agência Estado
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