
Torcida do Corinthians
Rodrigo Coca / Agência Corinthians
O Corinthians apresentou nesta segunda-feira (27) o anteprojeto de reforma de seu estatuto, propondo mudanças que podem alterar o futuro político e financeiro do clube. As alterações, que dependem da aprovação do Conselho Deliberativo e da Assembleia Geral, incluem a criação de uma nova categoria de sócio com direito a voto e a ampliação dos mandatos.
Voto para o Fiel Torcedor e SAF:
A principal novidade é a inclusão do sócio do Fiel Torcedor no processo eleitoral para presidente e vice-presidentes, uma antiga reivindicação da torcida.
- Sócio de Futebol (Voto): Será criada a categoria "Sócio de Futebol" para filiados ao programa Fiel Torcedor. Para votar, o filiado deve estar em dia com com a mensalidade e pagar ininterruptamente por quatro anos uma taxa especial.
- Migração: Após seis anos de adimplência, o Sócio de Futebol poderá migrar para o quadro social e adquirir plenos direitos, como concorrer a eleições.
O proposta do novo estatuto também aborda a criação de uma Sociedade Anônima do Futebol (SAF):
Controle por investidores: A proposta veda a aquisição do controle majoritário da SAF por investidores externos, garantindo que "a gestão e o controle institucional permaneçam sob responsabilidade dos associados".
Controle do Clube: Em qualquer sociedade empresária constituída para explorar atividades, o Corinthians deverá deter, no mínimo, 51% do capital social.
Aumento dos mandatos:
O documento prevê o aumento da duração dos mandatos, mas impõe limites à reeleição:
- Mandato ampliado: Os mandatos de presidente, vice-presidentes e membros do Conselho Deliberativo passam de três para quatro anos.
- Limite para presidente: O cargo de presidente não poderá ter reeleição, e o eleito poderá ser eleito apenas uma única vez (ainda que não consecutiva).
A nova governança também estabelece maior rigor financeiro e cria a figura do CEO:
- CEO: O cargo de Chief Executive Officer será criado e selecionado por processo público.
- Limite de Gastos: Fica vedado à diretoria realizar despesas que ultrapassem 90% das receitas e majorar gastos com pessoal nos 12 meses anteriores à eleição.
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