Corinthians: Tuma diz que só deixa comando do Conselho com medida judicial
Presidente do Conselho Deliberativo do Timão foi alvo de uma reunião com conselheiros que votou seu afastamento temporário

Romeu Tuma Júnior, presidente afastado do Conselho Deliberativo do Corinthians, emitiu uma nota nesta terça-feira (24) em que afirma não haver "validade jurídica" na reunião do próprio Conselho que votou sua saída do comando do órgão.
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Segundo o cartola, a reunião do Conselho Deliberativo que o afastou contou com "vícios relevantes" na convocação dos conselheiros e na condução dos trabalhos. Por isso, houve "desconformidade com as disposições estatutárias".
"A convocação não observou o rito previsto no Estatuto Social, e a própria dinâmica da reunião, inclusive com interrupção formal dos trabalhos, agressões verbais a membros diretivos e posterior retomada por quem não detinha competência para tanto, compromete por completo a regularidade do procedimento, afastando a produção de efeitos jurídicos válidos", afirmou.
Por fim, Tuma afirmou que permanece na presidência do Conselho Deliberativo do Corinthians e que apenas sairá do comando do órgão "mediante ordem judicial" ou "por meio de procedimento interno que observe rigorosamente os ritos estatutários".
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Na última segunda (23), o Conselho Deliberativo do Corinthians aprovou o afastamento temporário de Romeu Tuma à frente do órgão. A reunião extraordinária, contudo, foi convocada pelo presidente Osmar Stábile - que causou questionamentos pela validade estatutária e jurídica da ação.
O afastamento temporário foi aprovado após votação de 137 membros do Conselho Deliberativo. Foram 115 votos a favor, 15 contra e 7 abstenções.
