Corinthians tira cadeira da Arena em manifesto após injúria racial
Após ato praticado contra goleiro Carlos Miguel, clube anuncia medidas permanentes na Neo Química Arena e reforça canais de denúncia

O Corinthians anunciou, neste domingo (26), antes do jogo contra o Vasco, a implementação de uma campanha permanente de combate ao racismo na Neo Química Arena.
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A iniciativa surge como resposta direta ao episódio de injúria racial sofrido pelo goleiro Carlos Miguel, do Palmeiras, em partida recente pelo Campeonato Brasileiro.
Sob o lema "Aqui, o racismo não tem lugar", o clube adotou medidas simbólicas e educativas para coibir novos casos de discriminação.
Ação simbólica: a cadeira retirada
Como não foi possível identificar o autor das ofensas nas arquibancadas, o Corinthians decidiu retirar, por tempo indeterminado, uma cadeira do setor onde ocorreu o crime. No local do assento, foi instalado um adesivo da campanha e um QR Code que direciona os torcedores para conteúdos educativos sobre como identificar e denunciar o racismo.
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Rafael Castilho, Diretor Cultural e de Responsabilidade Social do Corinthians, reforçou que a medida vai além do receio de sanções da Justiça Desportiva:
A história do Corinthians é a história do pertencimento e da inclusão. Não é que o principal seja se posicionar para evitar punições desportivas. Nosso posicionamento é muito mais profundo e direto. Somos um clube antirracista. Formado em grande parte por homens e mulheres negras. Jamais seremos coniventes e aceitaremos nos nossos espaços, que devem ser democráticos e inclusivos, atitudes que venham de encontro com nosso papel histórico.
Ampliação da conscientização
Além da intervenção no setor específico, a Neo Química Arena passará a contar com QR Codes espalhados por diversos pontos estratégicos para orientar o público sobre como registrar denúncias em tempo real. Bruno Brum, CMO da agência End to End, destacou a importância do posicionamento para a sociedade:
"Racismo não é opinião, é injustiça. Combater o racismo é uma escolha diária de enxergar a dignidade de cada pessoa e agir para que o respeito não seja exceção, mas regra. Esse posicionamento do Corinthians ultrapassa o futebol e dialoga com toda a sociedade."
Relembre o caso no Dérbi
O crime de racismo contra Carlos Miguel aconteceu no último dia 22 de abril, durante o empate por 0 a 0 entre Corinthians e Palmeiras. O goleiro, que defendeu as cores do Alvinegro entre 2021 e 2024, foi alvo de ataques vindos da arquibancada.
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Na ocasião, o Palmeiras repudiou o ato em nota oficial: "Diante desta grave violência, incompatível com qualquer valor civilizatório, o Palmeiras se solidariza com o atleta e pede que as autoridades competentes adotem as providências devidas".
O Corinthians também se manifestou prontamente em solidariedade ao atleta, reiterando seu repúdio absoluto a qualquer ato discriminatório.
Com informações da Estadão Conteúdo
