
Rodrigo José Pereira de Lima cercado por atletas do Flamengo
REUTERS/Jorge Silva
O clássico entre Corinthians e Flamengo, disputado no último domingo (22), continua rendendo polêmicas fora das quatro linhas. A súmula da partida, divulgada nesta segunda-feira (23) pela CBF detalhou ofensas verbais de dirigentes do alvinegro contra o árbitro Rodrigo José Pereira de Lima e objetos arremessados contra o goleiro rubro-negro, Rossi.
Polícia Militar precisou intervir no vestiário
O relato oficial descreve que a equipe de arbitragem foi cercada na porta do vestiário por pessoas ligadas ao Corinthians. Segundo o árbitro, dois indivíduos identificados como Leonardo Carnevale e Mauro Van Basten proferiram ofensas graves.
“Após o final do jogo, em frente a porta do vestiário da arbitragem, fomos abordados por pessoas identificadas com a camiseta do Corinthians, onde 2 deles se destacaram gritando e falando palavras de ofensa a este arbitro. ‘Sempre contra a gente, safado, tá de sacanagem’”, relatou o árbitro.
A situação foi tão crítica que a Polícia Militar precisou utilizar força para garantir que a equipe de arbitragem conseguisse entrar no vestiário em segurança.
Objeto atinge Rossi e pode gerar punição
Outro ponto crucial da súmula foi o arremesso de objetos no gramado. Rodrigo José Pereira de Lima registrou que, antes do início do segundo tempo, diversos papéis e uma bobina de papel foram lançados pela torcida do Corinthians. A bobina chegou a atingir as costas do goleiro Rossi, do Flamengo.
Embora o impacto tenha sido sem gravidade, o registro na súmula coloca o Corinthians em risco de punição no STJD.
Reclamações de ambos os lados
A arbitragem de Rodrigo José Pereira de Lima desagradou alvinegros e rubro-negros. Marcelo Paz, diretor de futebol do Corinthians, criticou o árbitro e pediu que a CBF não o escale mais em partidas do clube.
Já pelo lado do Flamengo, José Boto reclamou da expulsão de Evertton no início do segundo tempo.
“A expulsão do Evertton é caricata. A regra é bem clara sobre pisar no pé ser para amarelo. O VAR chama e o senhor Rodrigo José Pereira mantém o erro. Ou seja, comete o erro, é chamado pelo VAR e mantém o erro”, criticou Boto.
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