Esporte na Band

Cristiano Ronaldo tem razão? Veja os investimentos nos rivais do Al Nassr

Números indicam diferença de aportes do fundo saudita entre clubes da liga

Da redação
DA REDAÇÃO

04/02/2026 • 10:53 • Atualizado em 04/02/2026 • 11:03

Cristiano Ronaldo é artilheiro do Al Nassr

Cristiano Ronaldo é artilheiro do Al Nassr

REUTERS/Tyrone Siu

A insatisfação de Cristiano Ronaldo com a gestão do Al Nassr ganhou novos contornos após a divulgação de dados sobre os investimentos feitos pelo governo da Arábia Saudita nos principais clubes do país. Segundo o jornal português A Bola, o atacante tem se recusado a atuar por entender que o clube recebe menos aportes do Fundo de Investimento Público da Arábia Saudita (PIF) do que seus rivais diretos.

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Levantamento publicado pelo jornal espanhol As aponta que, desde a chegada de Cristiano Ronaldo ao Al Nassr, em 2023, o clube investiu cerca de 410 milhões de euros em contratações, incluindo nomes como Mané, Otávio e Laporte. O valor, porém, fica abaixo do registrado por outros times controlados pelo mesmo fundo.

Diferença nos aportes do PIF

O Al Hilal lidera o ranking de investimentos no período, com aproximadamente 647 milhões de euros, em reforços como Neymar, Malcom, Rúben Neves e Mitrovic. Já o Al Ahli investiu cerca de 380 milhões de euros, enquanto o Al Ittihad aparece com gastos próximos de 365 milhões de euros.

Na atual janela de transferências, o Al Hilal voltou a se destacar. O clube anunciou as contratações de Kader Meïté, por 30 milhões de euros, e Saïmon Bouabré, por 23 milhões. Além disso, confirmou a chegada de Karim Benzema, que estava no Al Ittihad, movimento que aumentou ainda mais o desequilíbrio apontado por Cristiano Ronaldo.

Clima de tensão na liga saudita

De acordo com a imprensa espanhola, a ausência recente de Cristiano Ronaldo teria sido uma forma de pressão direta sobre a administração da liga saudita, responsável por autorizar a transferência de Benzema ao Al Hilal. O episódio foi descrito como o estopim de uma “guerra sem precedentes” entre Al Nassr e Al Hilal.

Em janeiro, o técnico Jorge Jesus, então no Al Nassr, já havia declarado que o clube “não tinha o mesmo poder político do Al-Hilal”, frase que repercutiu fortemente no futebol local. Assim como Cristiano Ronaldo, o treinador cobra mais reforços e chegou a reforçar o protesto ao evitar entrevistas após vitória recente da equipe.

Controlado pelo PIF, um dos maiores fundos soberanos do mundo, o futebol saudita faz parte da estratégia do país para diversificar sua economia e ampliar a projeção internacional. Os números, porém, indicam que os investimentos não são distribuídos de forma igual entre os principais clubes, reforçando o argumento levantado pelo astro português.

Com Agência Estado