
Gianni Infantino, presidente da Fifa
REUTERS/Brian Snyder/File Photo
Resumo
Eleição presidencial da Fifa em 2016 transformou Gianni Infantino, suíço formado em Direito e especialista em direito esportivo, no novo presidente da entidade máxima do futebol após trajetória iniciada no Centro Internacional de Estudos do Desporto, passando pela consultoria jurídica e ascensão como secretário-geral da Uefa.
Aliança política uniu Uefa, Conmebol, Concacaf, federações africanas e asiáticas, além de ex-jogadores como Luís Figo, Zico e Diego Maradona, consolidando o apoio à candidatura de Infantino e viabilizando sua vitória com 115 votos contra 88 do xeque Salman bin Ibrahim Al Khalifa.
Gestão de Infantino implementou reformas estruturais, com destaque para a expansão da Copa do Mundo para 48 seleções a partir de 2026 e a reformulação da Copa do Mundo de Clubes com 32 equipes, ampliando participação global e fortalecendo alianças políticas e comerciais no futebol internacional.
Gianni Infantino assumiu a presidência da Fifa em 2016 com a promessa de reformular a entidade e ampliar a participação global no futebol. A trajetória do dirigente suíço, no entanto, começou longe dos gramados e dos grandes holofotes.
Formado em Direito e especializado em direito esportivo, Infantino atuou como consultor jurídico e passou pelo Centro Internacional de Estudos do Desporto (CIES) antes de ingressar na Uefa. Na entidade europeia, teve uma ascensão rápida até se tornar secretário-geral. Sua chegada ao topo do futebol mundial ocorreu durante a maior crise institucional da história da Fifa, viabilizada por uma aliança política que uniu a Uefa, a Conmebol e outras federações internacionais.
De onde veio Gianni Infantino?
Nascido em 23 de março de 1970, em Brig, na Suíça, Gianni Infantino é filho de imigrantes italianos. O ambiente familiar bilíngue favoreceu o aprendizado de múltiplos idiomas, habilidade que se tornaria determinante para a sua atuação na diplomacia esportiva internacional.
Após concluir a graduação em Direito pela Universidade de Friburgo, especializou-se na área desportiva. Antes de ingressar nas grandes organizações do futebol, trabalhou na consultoria jurídica de clubes e foi secretário-geral do CIES, instituição vinculada à Universidade de Neuchâtel. Essa bagagem profissional abriu as portas para sua contratação pelo departamento jurídico da Uefa em 2000.
A ascensão dentro da Uefa
Dentro da estrutura europeia, Infantino assumiu responsabilidades crescentes até alcançar o cargo de secretário-geral da Uefa em 2009, durante a gestão do francês Michel Platini. O dirixente ganhou projeção pública ao comandar os sorteios das competições do continente, como a Liga dos Campeões.
Nos bastidores, destacou-se pela gestão administrativa e pelo aumento das receitas da entidade. A proximidade com Platini fortaleceu sua posição na política do esporte. Em 2015, contudo, Platini foi suspenso pelo Comitê de Ét ética da Fifa devido aos escândalos de corrupção que atingiram a organização, ficando impedido de concorrer à sucessão de Joseph Blatter. Diante desse cenário, a Uefa lançou o nome de Infantino para a disputa da presidência da Fifa.
O caminho até a presidência da Fifa
A eleição presidencial da Fifa ocorreu em 26 de fevereiro de 2016, em Zurique, durante um Congresso Extraordinário. Embora não tenha iniciado a campanha como favorito, a candidatura de Infantino ganhou musculatura ao ser apresentada como uma alternativa da estrutura europeia para manter a influência no comando do futebol mundial.
A campanha foi consolidada por meio de alianças estratégicas. Além da Uefa e da Conmebol, a candidatura recebeu apoio na América do Norte, Central e Caribe, se beneficiando da mudança de voto da federação dos Estados Unidos no segundo turno. Na votação decisiva, Infantino obteve 115 dos 207 votos válidos, superando o xeque Salman bin Ibrahim Al Khalifa, que recebeu 88 votos.
A eleição transformou o antigo secretário-geral da Uefa no novo presidente da entidade máxima do futebol.
Quem apoiou Infantino?
A vitória de Infantino articulou-se por meio de uma ampla coligação de federações e personalidades:
- Uefa: Base inicial e sustentação política da candidatura.
- Conmebol: Aliança decisiva na América do Sul para expandir o eleitorado.
- Concacaf: Suporte fundamental na reta final, impulsionado pela mudança de posicionamento da U.S. Soccer.
- África e Ásia: Apesar do apoio oficial das confederações ao xeque Salman, Infantino conquistou votos individuais de federações ao propor a ampliação da Copa do Mundo e o aumento no repasse de verbas.
- Apoios de peso: Ex-jogadores de prestígio internacional, como Luís Figo, Zico e Diego Maradona, associaram a imagem ao projeto, ajudando a reconstruir a reputação da entidade.
O projeto de Infantino para a Fifa
Desde que assumiu a presidência, Infantino tem implementado reformas estruturais no futebol. A principal medida de sua gestão é a expansão da Copa do Mundo, que a partir de 2026 passa a contar com 48 seleções participantes, aumentando a distribuição de vagas entre as confederações.
O dirigente também promoveu a reformulação da Copa do Mundo de Clubes, expandindo o torneio para o formato de 32 equipes. Com essa estratégia de expansão comercial e fortalecimento das alianças políticas, Infantino consolidou sua influência no cenário internacional.
Não perca nenhum lance!
Leia o melhor do esporte de graça, direto no seu e-mail
Selecione os seus temas favoritos:

