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De Jesus a Filipe: compare os números dos últimos treinadores do Flamengo

Rubro-Negro demitiu Filipe Luis após a goleada por 8 a 0 na semi do Carioca

Rodrigo Lima
RODRIGO LIMA

03/03/2026 • 08:48 • Atualizado em 03/03/2026 • 08:48

Filipe Luis, na partida entre Flamengo e Madureira

Filipe Luis, na partida entre Flamengo e Madureira

Gilvan de Souza/Flamengo

Resumo

Demissão de Filipe Luís do comando do Flamengo, anunciada após goleada de 8 a 0 sobre o Madureira, encerra ciclo vitorioso e estável do clube, marcado por troféus importantes e longevidade rara entre treinadores desde 2019.

Desempenho do ex-lateral registra 18 meses à frente do time, com 70,6% de aproveitamento, 64 vitórias, 22 empates, 15 derrotas e conquistas da Libertadores, Brasileirão, Copa do Brasil, Supercopa e Carioca, superando outros técnicos recentes em constância e títulos, apesar de ficar atrás de Jorge Jesus e Renato Gaúcho apenas em percentual de aproveitamento.

Situação atual revela paradoxo entre melhor ataque da temporada e pressão de torcedores, com demissão motivada por protestos após resultados ruins em copas no início do ano, mesmo com números que deram identidade e estabilidade ao Flamengo durante sua gestão.

A queda de Filipe Luís do comando do Flamengo, anunciada na noite de segunda-feira (2) após a goleada de 8 a 0 sobre o Madureira, encerra um dos ciclos mais vitoriosos e estáveis do clube nos últimos anos.

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Em um cargo conhecido pela "trituração" de nomes, o ex-lateral conseguiu o que poucos alcançaram desde a era Jorge Jesus: longevidade e uma prateleira cheia de troféus.

Mas como o desempenho de Filipe Luís se compara ao de seus antecessores? O levantamento mostra que, em termos de constância e títulos, ele se isolou como a principal referência pós-2019.

A "Era Filipe Luís" em números

Com 18 meses de trabalho (setembro de 2024 a março de 2026), Filipe Luís foi o treinador que mais tempo resistiu no cargo nesta década. Ele superou marcas de nomes consagrados como Tite e Jorge Jesus em permanência.

  • Aproveitamento: 70,6%
  • Retrospecto: 64 vitórias, 22 empates e 15 derrotas.
  • Títulos (5): Libertadores, Brasileirão, Copa do Brasil, Supercopa e Carioca.

Comparativo: Filipe Luís x Antecessores

  • Jorge Jesus (13 meses): 44 vitórias, 10 empates e 4 derrotas - 82% de aproveitamento
  • Domenec (3 meses): 15 vitórias, 5 empates e 6 derrotas - 64% de aproveitamento
  • Rogerio Ceni (8 meses): 26 vitórias, 11 empates e 11 derrotas - 62% de aproveitamento
  • Renato Gaúcho (5 meses): 25 vitórias, 8 empates e 5 derrotas - 73% de aproveitamento
  • Paulo Souza (5 meses): 19 vitórias, 7 empates, 6 derrotas - 67% de aproveitamento
  • Dorival Jr (6 meses): 26 vitórias, 8 empates e 9 derrotas - 67% de aproveitamento
  • Vitor Pereira (3 meses): 11 vitórias, 1 empate, 6 derrotas - 63% de aproveitamento
  • Sampaoli (5 meses): 20 vitórias, 11 empates e 8 derrotas - 60,7% de aproveitamento
  • Tite (11 meses): 41 vitórias, 13 empates e 16 derrotas - 64,8% de aproveitamento

Na comparação direta de aproveitamento, Filipe Luís só fica atrás de Jorge Jesus (82%) e Renato Gaúcho (73%), embora Renato tenha tido um período muito mais curto (5 meses) e não tenha conquistado títulos de expressão.

Longevidade e entrega:

Os números de desempenho dos últimos anos mostram uma montanha-russa no Ninho do Urubu. Enquanto técnicos como Vitor Pereira e Domenec Torrent não passaram de mais de 3 meses, Filipe Luís deu ao Flamengo uma identidade que resultou no "ano perfeito" de 2025.

Sua demissão ocorre em um momento de paradoxo: o time ostenta o melhor ataque da temporada (impulsionado pelos 8 a 0), mas a diretoria sucumbiu à pressão das arquibancadas após os tropeços nas copas de início de ano.