Esporte na Band

'Gelado desde pequeno': Descobridor de Ryan, do São Paulo, diz que frieza foi moldada na várzea

Artilheiro do Tricolor na Copinha fez dois gols de cavadinha na semifinal

Lucas Lima
LUCAS LIMA

22/01/2025 • 22:40 • Atualizado em 22/01/2025 • 22:40

Ryan foi o herói do São Paulo na semi da Copinha

Ryan foi o herói do São Paulo na semi da Copinha

Guilherme Veiga/Saopaulofc.net

Artilheiro e herói do São Paulo na Copa São Paulo de Futebol Jr, o atacante Ryan tem uma história em comum com outros grandes jogadores do futebol brasileiro que hoje brilham nos principais campeonatos da Europa; foi descoberto pelo Centro da Coroa.

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O Centro da Coroa é uma equipe com apenas times de base, do sub-8 ao sub-14, localizado na Vila Guilherme, e já revelou Gabriel Martinelli, o ex-volante Paulinho, os zagueiros David Brás e Pedro Geromel.

Em conversa com a Band, Tadeu Nogueira, coordenador do Centro da Coroa e treinador do sub-8 e sub-9, falou sobre como descobriu o atacante Ryan, autor dos dois gols que classificou o São Paulo para a final da Copinha.

Segundo Tadeu, Ryan chegou ao Centro da Coroa quando tinha 8 anos e atuava no futsal do Corinthians. Pela equipe, o atacante passou a jogar em uma categoria acima da sua, no sub-10 e logo no primeiro ano foi campeão da Taça da Cidade de São Paulo, jogando no Pacaembu.

Outro jogador que teve passagem pelo Centro da Coroa é Endrick, que atualmente defende o Real Madrid, mas foi revelado pelo Palmeiras e jogou com Ryan na base alviverde.

E segundo Tadeu, quem levou o atacante que já tem passagem pela Seleção Brasileira para jogar no Centro da Coroa foi o próprio Ryan.

“Eram duas crianças muito tranquilas, humildes e que interagiam com todos. Sempre foram muito educados, nunca tivemos nenhum ato de indisciplina, até com os adversários, e você via que isso vinha da família”, revelou Tadeu sobre os dois craques com passagem pelo Centro da Coroa.

Ryan se tornou herói da classificação do São Paulo para a final da Copinha após fazer dois gols de pênalti já nos acréscimos da partida contra o Criciúma, na noite de terça-feira (22). Nas duas penalidades o atacante cobrou com uma cavadinha.

“Eu não imaginava que ele ia dar a cavada, mas eu sabia que ele ia fazer o gol. Ai ele vai e faz aquela pintura no primeiro pênalti”, disse Tadeu ao responder se esperava uma cavadinha de Ryan.

“No segundo pênalti, as crianças do Coroa ficaram malucas, gritando para ele cavar de novo e eu nem imaginava que ele iria cavar de novo. Mas aí você vê o como ele é diferente e tem confiança. Eu tenho certeza que se ele tomou a decisão de cavar, ele treinou muito”, completou o coordenador do Centro da Coroa.

Tadeu também revelou que Ryan demonstrava ter personalidade desde que era uma criança.

“Ele era marrento, tinha uma personalidade diferente. Ele era o menorzinho do time, mas era complicado jogando”, comentou Tadeu, que também falou que Ryan cobrava penalidades desde pequeno.

“Na época não era nem a cavadinha, era a paradinha. Ele fazia isso direto, quebrava o goleiro e rolava pro gol. Ele era frio, gelado”, completou.