Resumo
Entrevista com o empresário Diego Fernandes detalhou dificuldades para adoção da Sociedade Anônima do Futebol (SAF) no São Paulo, destacando resistência do conselho deliberativo e conflitos de gerações como principais obstáculos para tramitação de propostas externas.
Artigo do estatuto citado por Fernandes indica alternativa para mudança, permitindo que 1/5 dos sócios convoquem Assembleia Geral para discutir SAF e separação do futebol do clube social, já que o investidor não tem interesse em participar da política, mas busca contribuir como investidor externo.
Foco do São Paulo permanece na disputa do Campeonato Brasileiro, com partida marcada contra o Santos nesta quarta-feira, enquanto o debate sobre o modelo de gestão segue nos bastidores.
O empresário do mercado financeiro Diego Fernandes detalhou as dificuldades para a adoção do modelo de Sociedade Anônima do Futebol (SAF) no São Paulo. Em entrevista ao portal Arquibancada Tricolor, o investidor afirmou que a estrutura política atual e a resistência de parte do conselho impedem a tramitação de propostas externas.
Barreiras no conselho e alternativas
Segundo Fernandes, ligado à contratação de Carlo Ancelotti para comandar a Seleção Brasileira e que já declarou querer "salvar o São Paulo, uma proposta de SAF dificilmente seria aprovada pelo conselho deliberativo no cenário atual.
"Existe um conflito de gerações grande. Não tenho condição de apresentar proposta real enquanto não entendermos que o São Paulo está disposto a mudar", explicou.

Diego Fernandes, Julio Casares e Raí. Foto: Reprodução/Instagram
O empresário indicou que o caminho para a mudança pode estar nos sócios do clube, e não necessariamente nos conselheiros. Ele citou um artigo do estatuto que permite a convocação de uma Assembleia Geral por 1/5 dos sócios para pautar o tema da SAF e a separação do futebol do clube social.
Investimento e política
Apesar de enxergar o São Paulo como um ativo para investimento, Diego Fernandes descartou qualquer intenção de se candidatar à presidência. "Não tenho interesse em participar da política. Trabalho com o mercado financeiro e fico mais fora do Brasil do que dentro", afirmou. Ele ressaltou que sua intenção é atuar como um investidor para ajudar a instituição.
Agenda do futebol
Enquanto o debate sobre o modelo de gestão prossegue nos bastidores, o São Paulo foca no Campeonato Brasileiro. A equipe entra em campo nesta quarta-feira, às 20h (de Brasília), para enfrentar o Santos na Vila Belmiro, em partida válida pela segunda rodada da competição nacional.
Com informações da Estadão Conteúdo
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