
Memphis Depay, atacante do Corinthians
Rodrigo Coca / Corinthians
Resumo
Confirmação oficial do Corinthians indica uma dívida de R$ 42 milhões com o atacante Memphis Depay, principal nome do elenco, com o diretor financeiro Emerson Piovesan detalhando que a administração busca uma solução negociada com o estafe do jogador.
Estratégia da diretoria propõe parcelamento da dívida para não comprometer o fluxo de caixa, enquanto críticas do dirigente apontam divergências contratuais em relação a bonificações por metas individuais, defendendo que premiações deveriam ser restritas a conquistas coletivas.
Encerramento do apoio financeiro de patrocinador nos salários de Depay resultou em impacto no orçamento do clube, levando a diretoria a analisar novo modelo contratual que prevê salário fixo reduzido e remuneração complementar via acordos de marketing e direitos de imagem.
O Corinthians confirmou oficialmente que possui uma dívida de R$ 42 milhões com o atacante Memphis Depay, principal estrela do elenco alvinegro. Em entrevista ao podcast Alambrado Alvinegro, o diretor financeiro do clube, Emerson Piovesan, confirmou os débitos e indicou que a gestão trabalha em uma solução negociada com o estafe do atleta.
Plano de pagamento e divergências contratuais
Segundo o dirigente, a estratégia da diretoria é estruturar uma forma de quitar o montante sem comprometer o fluxo de caixa imediato do clube. Piovesan explicou que o jogador está ciente da situação e que a intenção é realizar um parcelamento da dívida acumulada.
“É uma negociação com ele e o estafe para ver como a gente vai parcelar. Não temos como fazer um pagamento de uma forma só”, iniciou.
Além do débito, o diretor financeiro criticou abertamente cláusulas do contrato do atacante que preveem bonificações por desempenho individual, como metas de gols e assistências. O diretor financeiro argumentou que tais premiações deveriam estar atreladas apenas a conquistas coletivas.
O jogador veio para jogar bola, para fazer gol. Por qual razão eu tenho que pagar premiação se ele faz não sei quantos gols? Eu jamais faria esse tipo de contrato, mas assumimos e vamos ter que honrar - Emerson Piovesan, diretor financeiro do Corinthians
Fim do auxílio de patrocinador nos salários
Outro entrave financeiro revelado por Piovesan é a ausência de suporte externo para o pagamento dos vencimentos mensais de Memphis. Anteriormente, um patrocinador auxiliava nos custos, mas o apoio foi encerrado na virada do ano, deixando a conta integralmente sob responsabilidade do Corinthians.
Para aliviar o orçamento, a cúpula alvinegra estuda um novo modelo contratual. A proposta em discussão prevê um salário fixo compatível com a realidade financeira do clube, deslocando o restante dos ganhos para acordos de marketing e exploração de imagem.
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