Dívida da Ponte Preta pode chegar a R$ 50 mi mesmo com acordos em dia
Macaca quita parcelas do PEPT e da CNRD, mas entrada de novas ações trabalhistas pressiona finanças

Diego Almeida
A Ponte Preta regularizou os pagamentos das parcelas do Plano Especial de Pagamento Trabalhista (PEPT) e da Câmara Nacional de Resolução de Disputas (CNRD), mas a dívida do clube ainda pode subir para R$ 50 milhões. A estimativa inicial era de R$ 34 milhões quando o clube aderiu ao PEPT em agosto de 2023, mas a entrada de novas ações judiciais e execuções pressiona a estrutura financeira do clube de Campinas (SP).
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A quitação das obrigações foi viabilizada por recursos da parceria com o Boavista, repasses da Confederação Brasileira de Futebol (CBF) relativos à Copa do Brasil e atuações do setor jurídico, garantindo o pagamento da parcela de outubro do PEPT. O vencimento seguinte está marcado para segunda-feira dia 10 de novembro.
Surgimento de novas ações e prazos
Atualmente, a Ponte destina cerca de R$ 190 mil mensais ao plano trabalhista, que centraliza cerca de 200 processos e já quitou metade das ações registradas. Como as novas cobranças precisam ser incorporadas à lista, advogados do clube avaliam que o prazo original de seis anos do PEPT poderá ser ampliado.
Entre as novas ações estão cobranças do lateral Diego Porfírio (R$ 257 mil), do goleiro Douglas Marques e do zagueiro Diogo Silva (que somam R$ 385 mil). O departamento jurídico da Ponte informou que não foi intimado formalmente sobre os três casos e só se manifestará nos autos após a notificação.
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Impasses judiciais e CNRD
O clube também tenta derrubar na Justiça uma cláusula que retira a dívida do ex-técnico Hélio dos Anjos do cronograma do PEPT, por entender que o privilégio prejudica a isonomia entre os credores do plano.
Em relação à CNRD, a Ponte mantém a mensalidade reajustada de R$ 200 mil em dia, com parcelas extras de R$ 300 mil previstas para janeiro e julho. A lista de credores na câmara desportiva caiu de 98 para cerca de metade desde o início da repactuação.
