
Djokovic após vencer partida em Genebra
Stefan Wermuth/Reuters
Novak Djokovic vem enfrentando mais dificuldades do que qualquer um esperava em 2025. Em um ano que começou com o antigo rival Andy Murray estreando na posição de técnico em seu box e um ótimo desempenho no Australian Open, a temporada de saibro foi, até o início da semana, um desastre para o tenista mais vitorioso de todos os tempos.
O que pode mudar este curso é o possível título no ATP 250 de Genebra neste sábado (24). Com 99 títulos na carreira, o sérvio quer se tornar o segundo jogador da história a chegar ao centésimo título, depois de Roger Federer, com 103. Agora está claro que o pequeno torneio suiço é muito maior do que um simples “aquecimento” para Roland Garros no calendário do atleta.
Com novidades em sua equipe e um ano que muitos consideram ter um tom de despedida, Djokovic não conseguiu avançar nos torneios com frequência em 2025.
Uma semana após o anúncio do fim da parceria com Andy Murray, Djokovic já indicou seu novo técnico: Dusan Vemic. O compatriota que já foi seu parceiro de duplas vai integrar a comissão técnica durante o ATP 250 de Genebra e o Aberto da França, Roland Garros.
A parceria de 6 meses com o britânico acumulou fracassos inesperados, principalmente no saibro. Murray foi anunciado em novembro de 2024, mas apenas assumiu a comissão técnica antes do Australian Open deste ano. No primeiro Grand Slam do ano, Djokovic eliminou Alcaraz nas quartas de final, mas abandonou as semis após perder o primeiro set por 7/6 para Zverev.
Um pouco mais de duas semanas depois, foi eliminado em sua estreia no ATP 500 de Doha para Matteo Berrettini e logo em seguida eliminado na estreia do Masters 1000 de Indian Wells para Van de Zanchulp. A reação do sérvio veio em Miami, onde chegou até a final contra Jakub Mensik, de apenas 19 anos, que conquistou seu primeiro título ATP após derrotar Djokovic com parciais de 7/6 7/6.
Logo após Miami, a gira europeia de saibro tem seu início. Djokovic é eliminado na estreia tanto no Masters 1000 de Monte Carlo, quanto no de Madrid e desiste de disputar o Aberto de Roma. Em coletiva pós-jogo na capital espanhola, o sérvio refletiu sobre seu momento no tênis:
“É uma nova realidade para mim. Agora eu penso em ganhar um ou dois jogos, não muito sobre chegar longe em um torneio.”
Palavras que saindo da boca de Novak Djokovic são difíceis de serem aceitas pelos fãs de tênis.
Com 38 anos de idade, o ritmo e a presença em torneios ainda é alta: Roland Garros será seu 9° campeonato de 2025. O sérvio ainda consegue chegar em Paris com a confiança elevada e mais uma marca histórica: o título número 100. A pulga atrás da orelha de todos está em sua condição física, um torneio de jogos de até 5 sets pode exigir mais do que temos visto de Djokovic em quadra.
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