Esporte na Band

Esquiador revela uso de plasticina em região íntima para trapaças; entenda

Atleta Mika Vermeulen denuncia cultura de fraudes e critica falta de punições severas da Federação Internacional de Esqui

Da redação
DA REDAÇÃO

04/02/2026 • 12:13 • Atualizado em 04/02/2026 • 12:13

Mika Vermeulen, esquiador austríaco

Mika Vermeulen, esquiador austríaco

Divulgação / Federação Austríaca de Esqui

Resumo

Revelação do esquiador Mika Vermeulen sobre métodos utilizados por atletas para obter vantagens competitivas no esqui destaca práticas como o uso de plasticina, fita adesiva e ácido hialurônico para manipular medições oficiais da Federação Internacional de Esqui e Snowboard, visando trajes mais largos e ganho aerodinâmico.

Crítica de Vermeulen ao sistema de punição atual da federação aponta que a suspensão por apenas duas competições após reincidência não desestimula fraudes, defendendo punições mais severas e alertando para a formação de uma cultura permissiva em modalidades como salto de esqui e combinada nórdica.

Investigação da Federação Internacional de Esqui sobre suspeitas de manipulação nas medições leva ao estudo de tecnologias que priorizem a biometria da estrutura óssea dos atletas, buscando eliminar variações artificiais e fortalecer a precisão nos controles de uniformes e equipamentos.

O esquiador Mika Vermeulen revelou detalhes sobre métodos inusitados utilizados por atletas para obter vantagens competitivas no esqui. Em declarações a um podcast norueguês, o austríaco afirmou que competidores utilizam desde enchimentos com plasticina até fita adesiva nos órgãos genitais para manipular as medições oficiais da Federação Internacional de Esqui e Snowboard (FIS).

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O caso ganhou repercussão após o jornal alemão Bild revelar que atletas estariam recorrendo ao uso de ácido hialurônico para aumentar o volume da zona genital. O objetivo seria garantir um traje mais largo, o que oferece vantagem aerodinâmica durante as provas. Às vésperas dos Jogos Olímpicos de Inverno, a repercussão foi amplificada.

O uso de plasticina e táticas de medição

Segundo Vermeulen, a prática de burlar as regras é disseminada entre alguns competidores. O esquiador relatou que atletas enchiam as roupas íntimas com quilos de plasticina para criar uma zona inguinal maior, alterando o ponto de referência utilizado pelos scanners 3D da federação.

Quando tive de fazer as primeiras medições, os saltadores mais velhos e experientes vieram ter comigo e disseram-me: 'É muito importante prender o pênis com fita adesiva, porque assim a dimensão entre as pernas será um ou dois centímetros menor'

Para Vermeulen, as irregularidades no salto de esqui e na combinada nórdica são conscientes. Ele ressalta que muitos justificam a fraude alegando que os demais competidores também utilizam os mesmos artifícios para ganhar milésimos de segundo.

Críticas ao sistema de punição

O austríaco demonstrou insatisfação com as regras atuais, que estabelecem suspensão por duas competições apenas após a segunda infração relacionada ao uniforme. Para o esquiador, o sistema de "cartões" é insuficiente para desencorajar o comportamento antidesportivo.

"Não estou a dizer que toda a gente faz batota. Estou apenas a dizer que se cria uma cultura má quando a fraude não é severamente punida", alertou. Ele defende que atletas flagrados deveriam ser suspensos por períodos mais longos, sem a tolerância de avisos prévios.

Vermeulen comparou a postura do esqui de fundo, onde as regras de doping e equipamentos seriam respeitadas integralmente, com o cenário do salto de esqui. Ele avalia que, nesta última modalidade, existe a tendência de assumir riscos conscientes no limite da legalidade.

Mudanças tecnológicas nas vistorias

Diante das suspeitas de manipulação de tecidos moles, a Federação Internacional de Esqui estuda formas de tornar as medições mais precisas. Uma das propostas analisadas é focar a biometria na estrutura óssea dos atletas, eliminando a variação causada por intervenções ou truques na zona genital.

Matthias Hafele, chefe do departamento de equipamentos da FIS, evitou comentar os rumores específicos sobre os métodos de trapaça. Entretanto, o dirigente garantiu que a entidade trabalha no desenvolvimento de tecnologias para solucionar o problema das medições.

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