Esporte na Band

Exibição saudita terá Alcaraz e Sinner na final e a maior premiação do tênis

O vencedor do Six Kings Slam fatura 32 milhões de reais; torneio realizado pelas autoridades locais não conta pontos para o ranking da ATP

ANDRE CIRRI

17/10/2025 • 14:50 • Atualizado em 17/10/2025 • 14:50

Alcaraz e Sinner antes da final do US Open

Alcaraz e Sinner antes da final do US Open

Robert Deutsch/Imagn Images via REUTERS

Em meio às reclamações sobre um calendário superlotado e o desgaste físico típico do fim da temporada, os problemas dos atletas com a ATP foram esquecidos por três dias pelos seis jogadores que disputam o lucrativo torneio de exibição na Arábia Saudita, o Six Kings Slam.

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Alcaraz, que não jogou o Aberto de Xangai por causa de um problema no tornozelo e havia criticado a sequência de torneios da ATP no início do mês, mostrou-se muito bem fisicamente na vitória sobre Fritz na semifinal da exibição. Também em Xangai, Sinner abandonou sua partida com cãibras, Djokovic parou nas semifinais sofrendo fisicamente — chegando a vomitar em quadra na terceira rodada — e Zverev, eliminado precocemente, precisou de atendimento médico após a derrota para tratar uma lesão no pé. Enfim, todos recuperados para jogar na capital saudita.

A final entre Carlos Alcaraz e Jannik Sinner acontece neste sábado, dia 18, a partir das 13h30 (horário de Brasília), com transmissão exclusiva da Netflix. O vencedor leva para casa 6 milhões de dólares, um pouco mais de 32 milhões de reais. Em comparação, o US Open é o torneio do ciruito que mais premia o vencedor, pagando 5 milhões de dólares (27 milhões de reais).

O evento pagou 1,5 milhão de dólares (8,1 milhões de reais) a todos os participantes. Ótimo negócio para Stefanos Tsitsipas, por exemplo, que perdeu na primeira rodada para Sinner em apenas 76 minutos de jogo, faturando mais de 102 mil reais por minuto. Em comparação, o grego ganhou mais do que Valentin Vacherot, monegasco que venceu nove partidas seguidas na semana passada para conquistar o Masters 1000 de Xangai, sendo o número 204 do mundo. Um verdadeiro presente para Tsitsipas, convidado um mês antes do torneio para substituir Jack Draper, que encerrou a temporada devido a uma lesão.

A escolha por Tsitsipas também levou muitos fãs de tênis a questionarem se os organizadores realmente acompanham o circuito, já que o grego vive uma das piores temporadas de sua carreira. O torneio, que supostamente reúne os seis melhores jogadores do mundo, optou por um atleta que, por mais forte que seja midiaticamente, está longe de figurar entre os melhores atualmente. Ben Shelton ou Alex de Minaur pareciam escolhas mais competitivas e compatíveis com o torneio dos “Six Kings” ("Seis Reis").

Outro critério curioso do torneio é o fato do chaveamento não respeitar o ranking para definir os jogadores já garantidos nas semifinais. Sinner, número 2 do mundo, precisou disputar a primeira fase contra Tsitsipas, enquanto Djokovic, número 5, já estava classificado diretamente para a semi.

Por ser uma exibição, o torneio não é contabilizado oficialmente para o histórico do confronto direto entre Alcaraz e Sinner. Não serve como parâmetro para medir o atual momento da rivalidade — todos os elementos mentais e a pressão de uma final de Grand Slam, por exemplo, são eliminados. Independentemente disso, é claro que podemos esperar um show, ainda que um espetáculo incapaz de nos oferecer verdadeiras atualizações sobre o confronto que deve dominar o tênis na próxima década, duelo que vai se tornando uma das maiores rivalidades de todos os tempos.

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