Esporte na Band

Fabinho Soldado deixa futuro em aberto e pede calma no Corinthians

Diretor não garantiu permanência e afirmou que decisão será tomada após sequência decisiva na temporada

Da redação
DA REDAÇÃO

21/11/2025 • 11:19 • Atualizado em 21/11/2025 • 11:19

Fabinho Soldado, executivo de futebol do Corinthians

Fabinho Soldado, executivo de futebol do Corinthians

Rodrigo Coca / Corinthians

Resumo

O diretor Fabinho Soldado deixou seu futuro em aberto após a vitória por 3 a 1 sobre o São Paulo e afirmou que a permanência no Corinthians em 2026 será discutida apenas após a sequência decisiva no Brasileiro e na Copa do Brasil.

Ele disse que sempre demonstrou entusiasmo no cargo, mas admitiu que tem ouvido rumores e destacou avanços internos, como a ampliação de tecnologias e a capacitação de departamentos.

Mesmo com respaldo de Osmar Stábile, Fabinho enfrenta resistência política por causa do alto salário e da atuação antes da punição da Fifa, enquanto parte do planejamento de 2026 já ocorre sem sua presença direta.

Após a vitória por 3 a 1 sobre o São Paulo, nesta quinta-feira (20), na Neo Química Arena, pelo Campeonato Brasileiro, o diretor de futebol Fabinho Soldado falou sobre seu futuro no Corinthians e admitiu que a permanência para 2026 ainda não está definida. O dirigente afirmou que o clube precisa aguardar os próximos quatro jogos do Brasileirão e os dois confrontos da Copa do Brasil antes de decidir “com muita calma” os próximos passos.

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Quando questionado se a dúvida partia dele ou da diretoria, Fabinho explicou que sempre demonstrou entusiasmo desde que assumiu o cargo, mas reconheceu que tem ouvido rumores externos. Sem citar nomes, disse que parte das informações que circulam não corresponde à realidade do trabalho realizado internamente. “Cheguei aqui e tínhamos três tecnologias, hoje temos treze. É um trabalho invisível que não envolve só contratações, mas desenvolvimento, capacitação e investimento nos departamentos”, destacou.

Pressão política aumenta nos bastidores

Embora Fabinho tenha respaldo do presidente Osmar Stábile, enfrenta resistência de diferentes grupos internos que questionam o alto salário do executivo e sua atuação antes da punição da Fifa. Com o Corinthians atravessando uma crise financeira e acumulando dívidas na casa dos R$ 2,7 bilhões, o debate sobre gastos da gestão ganhou força.

Mesmo com esse cenário, Fabinho segue participando do planejamento esportivo, mas há setores que discutem peças e diretrizes para 2026 sem sua presença direta.

Fabinho pede respaldo

Fabinho reforçou que o mercado entende as dificuldades enfrentadas pelo Corinthians e reconhece o impacto do trabalho realizado no CT Joaquim Grava. Ele citou avanços estruturais e a ampliação de áreas técnicas que, segundo ele, correm fora do radar público, mas são fundamentais para o desenvolvimento do clube.

“Estamos aqui com muita hombridade e honra e pedindo para aqueles que pensam no Corinthians que deixem que a gente faça o trabalho da forma que precisa ser feito”, afirmou o dirigente.

O Corinthians volta a campo no domingo (23), contra o Cruzeiro, pela 35ª rodada do Campeonato Brasileiro.

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