Copa do Mundo

Fifa faz reunião para discutir Copa após ataque dos EUA ao Irã, diz jornal

Entidade discute segurança e impactos na Copa do Mundo após ações militares na sede do torneio; Irã tem jogos marcados em território americano

Da redação
DA REDAÇÃO

28/02/2026 • 16:50 • Atualizado em 28/02/2026 • 17:03

Resumo

Reuniões de crise da Fifa foram realizadas em Budapeste para avaliar o impacto dos ataques militares dos Estados Unidos e Israel contra o Irã, com foco na segurança da Copa do Mundo programada para junho nos EUA, México e Canadá.

Declarações do secretário-geral Mattias Grafstrom destacaram acompanhamento dos desdobramentos globais e comunicação com os governos anfitriões, enquanto o Irã mantém participação garantida sem boicotes ou sanções esportivas anunciadas.

Controvérsia interna surgiu na Fifa após a concessão de um prêmio da paz ao presidente dos EUA, Donald Trump, diante de operações militares recentes e debates sobre a neutralidade da entidade, sem alterações no cronograma ou logística do torneio.

A Fifa realizou reuniões de crise, neste sábado (28), para avaliar as repercussões dos ataques militares conduzidos por Estados Unidos e Israel contra o Irã. Os encontros ocorreram em Budapeste, logo após a assembleia geral da International Board (IFAB), e focam na segurança da Copa do Mundo, que tem início marcado para o dia 11 de junho nos Estados Unidos, México e Canadá.

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Posicionamento oficial e segurança

O secretário-geral da Fifa, Mattias Grafstrom, afirmou que a entidade acompanha os desenvolvimentos globais e mantém comunicação com os governos dos três países anfitriões. "Todos estarão seguros", declarou o dirigente ao comentar as medidas preventivas para o torneio.

O Irã já está classificado para o Mundial e possui partidas da fase de grupos agendadas para as cidades americanas de Los Angeles e Seattle. Até o momento, não foram anunciados boicotes ou sanções esportivas oficiais em resposta ao conflito militar.

EUA e Israel atacam Irã. Foto: Majid Asgaripour/WANA

EUA e Israel atacam Irã. Foto: Majid Asgaripour/WANA

Controvérsia sobre prêmio da paz

A ação militar deste sábado gerou questionamentos internos na Fifa sobre a entrega de um prêmio da paz ao presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, em dezembro passado. A honraria foi concedida pelo presidente da entidade, Gianni Infantino, em um período de tensões que envolveram também a Venezuela.

Em janeiro, uma operação militar resultou na captura de Nicolás Maduro, transferido para Nova York sob acusações de narcotráfico. A concessão do prêmio a um líder envolvido em operações militares recentes levanta debates sobre a neutralidade da Fifa e a imagem da entidade diante de conflitos internacionais.

Próximos passos

A Fifa não emitiu manifestações adicionais após os ataques ao Irã deste sábado. A pressão sobre federações e delegações esportivas aumentou com a proximidade do evento, mas o cronograma de jogos da fase de grupos e a logística das seleções permanecem inalterados nos canais oficiais da organização.Com informações da Estadão Conteúdo