
Botafogo enfrenta grave crise política
Vitor Silva/Botafogo FR
A Fifa suspendeu três punições de transfer ban que haviam sido aplicadas contra o Botafogo. A entidade retirou as sanções decorrentes da falta de pagamentos pelas contratações do atacante Rwan Cruz, junto ao Ludogorets, de Santi Rodríguez, que pertencia ao New York City, e do defensor Lucas Villalba, vindo do Nacional-URU.
Apesar da liberação, o clube alvinegro ainda continua impedido de registrar novos atletas no sistema. Isso ocorre porque o Botafogo possui uma penalização de transferência pendente pela inadimplência na compra do jogador Jordan Barrera junto ao Junior Barranquilla, da Colômbia, além de sofrer outra punição pelo não pagamento de multas administrativas.
Recuperação Judicial motivou a retirada
Antes deste novo pacote de liberações, a Fifa já havia suspendido outros dois transfer bans do clube. O primeiro deles era relativo à dívida com o Atlanta United, da Major League Soccer (MLS), pela compra do argentino Thiago Almada. O segundo envolvia o não pagamento ao Zenit, da Rússia, pela aquisição do atacante Artur, que atualmente está emprestado ao São Paulo.
A mudança de postura da entidade internacional aconteceu após a Fifa reconhecer oficialmente que a SAF do clube carioca está em processo de Recuperação Judicial.
A partir deste reconhecimento jurídico, a federação internacional passou a remover as sanções de bloqueio. Vale ressaltar que o Botafogo ainda precisa saldar essas dívidas, mas agora tem o direito de renegociá-las dentro dos moldes legais.
O que o Botafogo precisa fazer
Para ter o direito de registrar novos reforços nesta próxima janela internacional de transferências, que tem início programado para o dia 20, o Botafogo precisa obrigatoriamente se livrar de todos os transfer bans que ainda restam ativos em seu nome.
O processo de quitação, contudo, exige rigor jurídico devido à situação financeira da instituição. Como a SAF está respaldada pela lei, todas as dívidas pendentes devem seguir estritamente uma ordem de prioridade prevista dentro do processo de recuperação judicial.
Dessa forma, a diretoria do clube não tem a permissão legal para quitar nenhum débito fora da ordem preestabelecida e definida pela Justiça.
Não perca nenhum lance!
Leia o melhor do esporte de graça, direto no seu e-mail
Selecione os seus temas favoritos:

