
Luiz Eduardo Baptista, o Bap, presidente do Flamengo
Gilvan de Souza / CRF
Resumo
Reunião de prestação de contas promovida pelo presidente do Flamengo, Luiz Eduardo Baptista (Bap), apresentou aos sócios na Gávea o balanço financeiro da temporada, destacando a conquista de quatro títulos importantes e projeções otimistas para o futuro econômico do clube.
Anúncio de faturamento histórico de R$ 2,071 bilhões teve como destaque a receita recorrente de R$ 1,4 bilhão, permitindo investimentos robustos e independência em relação a resultados esportivos imediatos, com margem operacional superior a 30% e comparação favorável aos rivais nacionais.
Críticas de Bap miraram a gestão financeira de outros clubes brasileiros, o uso excessivo de gastos acima da arrecadação, a prática de fair play financeiro, o modelo SAF e a atuação de mecenas, citando nominalmente São Paulo e Atlético-MG para evidenciar a disparidade e defender a solidez do Flamengo.
O presidente do Flamengo, Luiz Eduardo Baptista, conhecido como Bap, realizou uma reunião de prestação de contas para sócios no salão nobre da Gávea, no Rio de Janeiro, na última terça-feira (23).
Durante o evento, o mandatário apresentou o balanço financeiro de uma temporada marcada por quatro títulos (Carioca, Supercopa do Brasil, Brasileirão e Libertadores) e projetou um futuro de dominância econômica ainda maior para o clube.
Faturamento histórico de R$ 2 bilhões
O ponto central da apresentação foi o anúncio de que o Flamengo alcançou um faturamento histórico de R$ 2.071 bilhões. Desse montante, apenas R$ 375 milhões foram de premiações.
Segundo o mandatário, o clube agora detém uma receita recorrente de R$ 1,4 bilhão, o que permite investimentos agressivos independentemente de resultados esportivos imediatos.
“Quem tinha um faturamento de R$ 761 milhões em 2024? O São Paulo. Nós crescemos em um ano o faturamento de um São Paulo, que era o quarto do Brasil. O que acontece se o Flamengo não ganhar nada esse ano (2026), a casa cai? A gente fatura R$ 1,4 bilhão”, disse Bap.
“O orçamento do Palmeiras com tudo dentro é R$ 1,2 bilhão. Então, temos fôlego e musculatura para irmos por muito mais. Eu sendo um clube de futebol, não tem investimento melhor do que reinvestir no clube. Temos um caixa absolutamente saudável, um resultado crescente, uma margem acima de 30%. Isso se a gente não ganhar nada. Se ganha de novo, vamos para uma margem 40%, e mais condições de investir no negócio. O Flamengo vai virar um monstro das Américas do ponto de vista econômico.”
Alfinetadas nos rivais e no modelo de gestão
Com os números recordes em mãos, o presidente rubro-negro não hesitou em criticar a gestão financeira de outros clubes brasileiros. Bap utilizou comparações diretas para evidenciar a disparidade econômica, afirmando que o Flamengo cresceu, em apenas um ano, o equivalente ao faturamento total do São Paulo em 2024.
Ao abordar o fair play financeiro, o dirigente foi incisivo contra clubes que operam no vermelho para tentar competir com o Flamengo. "Tem clubes que gastam 103% do que arrecadam com folha. [...] É injusto quem cumpre com obrigações, paga quantidade de imposto que o Flamengo paga. [...] Muitos clubes na Série A usam esse expediente e dizem 'se não fizer isso, eu não posso competir com o Flamengo'. Bom, deveriam buscar outra área de atuação", disparou.
As críticas se estenderam ao modelo de SAF e à gestão de "mecenas". Bap citou nominalmente o Atlético-MG, sugerindo que alguns dirigentes endividam os clubes propositalmente para depois assumirem o controle como donos.

