
Bap, presidente do Flamengo
Reprodução/ X/ BapLuizEduardo
Com a saída do Palmeiras da Liga do Futebol Brasileiro (Libra), a divisão nos valores que serão pagos aos clubes se tornou motivo de polêmica se o Flamengo seria o maior beneficiado ou não do grupo.
Enquanto a Futebol Forte União (FFU) decidiu fragmentar a venda de direitos de TV, a Libra optou por vender todos os direitos a uma única emissora pelo valor de R$ 1,17 bi por temporada.
Inicialmente, o Flamengo tentou negociar as regras atualizadas para o repasse, mas foi recusado pelos dirigentes dos demais clubes. Contudo, em setembro de 2025, o clube conseguiu uma liminar na Justiça que suspendeu os pagamentos a esta emissora.
Naquele momento, a disputa entre os diretores se tornou pública. A diretoria do clube carioca encontrou brechas no estatuto da Libra:
1. O documento assinado por todos os clubes não havia determinado o peso de cada plataforma no contrato com a emissora carioca.
2. O Flamengo entendia que a verba vinculada à audiência tinha critério incompleto.
O estatuto definiu que o dinheiro da Globo na Série A se divide em:
- 40% iguais para todos os clubes;
- 30% de acordo com a posição na tabela;
- 30% conforme as audiências das partidas.
Para os 30% de audiência, o regimento diz que a distribuição será "calculada de acordo com a porcentagem de audiência de cada Clube Associado sobre o total dos Clubes Associados da Série A, por plataforma de transmissão ou streaming".
Como não havia a determinação do peso de cada plataforma nem no estatuto da Libra, nem no contrato com a emissora escolhida, o Flamengo encontrou a brecha para questionar judicialmente o repasse das verbas.
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